O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que já se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, tem usado o combate ao crime organizado como uma das principais bandeiras de sua agenda nacional.
Em discurso político, Caiado acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de comandar um governo “frouxo”, incapaz de enfrentar a expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo ele, a fragilidade do Palácio do Planalto abriu espaço para que a facção se infiltrasse em pelo menos 13 setores da economia brasileira.
O governador cita áreas como postos de combustíveis, concessionárias de automóveis e mercado imobiliário em São Paulo, além da posterior penetração do crime organizado em empresas de construção civil, casas de câmbio no Paraguai, bancos digitais, fintechs, fundos de investimento e até no universo das criptomoedas. Para Caiado, esse avanço configuraria a consolidação de um “Estado paralelo” que ameaça a soberania do país.
O pré-candidato também aponta a presença da facção em companhias de transporte coletivo, igrejas, organizações sociais ligadas à saúde pública, serviços de limpeza urbana, mineração, apostas, jogos de azar e até no futebol. Para ele, a expansão demonstra a sofisticação da estrutura criminosa e a omissão do governo federal.
Ao contrapor esse cenário com Goiás, Caiado ressalta a redução dos índices de criminalidade em seu estado, resultado — segundo ele — da atuação firme da polícia local e de seu apoio integral às forças de segurança. “Temos em Goiás a melhor polícia do Brasil, mas também um governador que acompanha e dá suporte às ações policiais”, afirma.
Projetando-se para 2026, Caiado promete endurecer o combate ao crime caso seja eleito presidente. O governador garante que sua gestão terá “tolerância zero” com organizações criminosas e que “bandidos terão que mudar de país”, sustentando uma plataforma de autoridade e respaldo às polícias estaduais como marca de sua eventual administração.
