Goiás deve colher 35,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26 e se aproximar da segunda maior produção de sua história apenas um ano depois de registrar um ciclo recorde. A projeção indica que o patamar elevado de produtividade deixou de ser um ponto fora da curva e começa a se consolidar como padrão no campo goiano.
Os números integram o 5º Boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento aponta uma área plantada de 7,8 milhões de hectares e produtividade média estimada em 4,6 toneladas por hectare, combinação que sustenta a manutenção do estado entre os principais polos agrícolas do país.
A soja permanece como eixo central dessa performance. A cultura deve ocupar 5,1 milhões de hectares, avanço de 4% em relação ao ciclo anterior, e alcançar 19,8 milhões de toneladas. O grão segue como base de cadeias que conectam produção, exportação, processamento e abastecimento da indústria de proteína animal.
No milho, a primeira safra apresenta melhora tanto em rendimento quanto em volume. A área plantada é estimada em 149 mil hectares, com expectativa de produção de 1,5 milhão de toneladas. Considerado estratégico para a integração entre lavoura e pecuária, o cereal também sustenta a expansão da indústria de etanol de milho no estado.
Goiás deve ainda manter a liderança nacional na produção de girassol, com previsão de colheita superior a 72 mil toneladas em uma área de 47 mil hectares, reforçando a diversificação agrícola e o fornecimento de matéria-prima para a indústria de óleo vegetal.
O sorgo amplia sua participação no ciclo 2025/26. A área cultivada deve atingir 438,1 mil hectares, com produção estimada em 1,6 milhão de toneladas, crescimento de 7,3% em relação ao período anterior. O grão ganha relevância especialmente em regiões com menor regularidade hídrica e na alimentação animal.
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, o desempenho aponta para uma capacidade crescente do setor em sustentar níveis elevados de produção.
“O fato de o estado caminhar para uma das maiores safras de sua história logo após um ano recorde mostra que os produtores têm conseguido manter produtividade de forma consistente. Esse resultado reflete o avanço no uso de tecnologia e na gestão das lavouras, o que amplia a renda e fortalece a economia do interior”, afirmou.
Mais do que repetir bons resultados, a projeção sugere um cenário de continuidade, no qual a produtividade elevada passa a integrar a estrutura do setor agrícola goiano e não apenas momentos excepcionais de desempenho.
