A corrida pelo Governo do Distrito Federal ganhará um novo capítulo a partir de 28 de março, quando a vice-governadora Celina Leão passará a comandar o Palácio do Buriti. A mudança ocorre após o afastamento do governador Ibaneis Rocha para cumprir o calendário eleitoral e acontece justamente no momento em que o cenário da eleição deste ano começa a se consolidar.
A transição administrativa coloca Celina no centro do tabuleiro político local. Além de assumir a chefia do Executivo da capital, ela também é candidata ao governo, o que amplia o peso político da mudança e reforça seu protagonismo em um momento decisivo da disputa.
Nos bastidores da política do Distrito Federal, levantamentos internos de intenção de voto indicam que a vice-governadora aparece à frente em diferentes cenários testados para a eleição. As sondagens apontam uma vantagem consistente em relação aos possíveis adversários e alimentam, entre aliados, a avaliação de que o campo governista chega ao processo eleitoral em posição confortável.
Esse desempenho também está ligado à avaliação da atual gestão do Distrito Federal. O governo liderado por Ibaneis Rocha, do qual Celina participou como vice-governadora ao longo do mandato, encerra o ciclo administrativo com indicadores considerados positivos em áreas estratégicas da administração pública.
Entre os resultados mais citados por integrantes da base governista estão os números da segurança pública. Nos últimos anos, o Distrito Federal registrou redução nos índices de homicídio, atingindo o menor patamar em quase cinco décadas, dado que passou a ser apresentado como um dos principais indicadores de desempenho da atual gestão.
Outras iniciativas também passaram a integrar o conjunto de políticas associadas ao governo. Programas voltados ao atendimento domiciliar de pacientes que dependem de dietas especiais, ações de regularização fundiária em diferentes regiões administrativas e a aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) são apontados como medidas com impacto direto na organização urbana da capital.
Além disso, o governo também costuma destacar iniciativas voltadas à melhoria da gestão pública e à estrutura econômica do Distrito Federal. Entre elas estão programas destinados a agilizar o atendimento das administrações regionais às demandas da população e decisões consideradas estratégicas no campo econômico, como a manutenção do Banco de Brasília (BRB) sob controle local.
Enquanto o campo governista demonstra organização em torno da candidatura de Celina Leão, o cenário oposicionista ainda apresenta dificuldades para consolidar um nome capaz de disputar o governo em condições de maior competitividade.
O ex-deputado Leandro Grass, citado como possível candidato do PT, aparece nas sondagens avaliadas por grupos políticos, mas ainda sem desempenho capaz de alterar o equilíbrio atual da disputa.
Outro nome que costuma surgir no debate político é o do ex-governador José Roberto Arruda. Apesar de manter presença no cenário político do Distrito Federal, o histórico de condenações judiciais e a condição de inelegibilidade levantam dúvidas sobre a possibilidade de sua participação na eleição.
A falta de convergência entre partidos oposicionistas também tem sido apontada como um dos fatores que dificultam a formação de um bloco político capaz de enfrentar o grupo atualmente no poder.
Nesse contexto, a posse de Celina Leão no comando do governo tende a ampliar ainda mais sua exposição política e administrativa. Ao assumir o Executivo da capital em pleno ano eleitoral, ela passa a concentrar visibilidade institucional justamente no momento em que a disputa pelo Palácio do Buriti entra em sua fase mais decisiva.
Com pesquisas favoráveis, associação a uma gestão bem avaliada e uma oposição ainda fragmentada, Celina Leão chega ao comando do Governo do Distrito Federal em posição de destaque no tabuleiro político local, e como um dos nomes centrais da disputa pelo Palácio do Buriti neste ano.
