Ao completar o primeiro mês à frente do Governo do Distrito Federal (GDF), a governadora Celina Leão (PP) afirmou que a principal estratégia tem sido entender os gargalos da administração para, a partir disso, direcionar ações mais efetivas. Em entrevista ao CB.Poder, programa do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília, nesta quarta-feira (29), ela destacou que o momento inicial foi voltado à organização interna e à definição de prioridades.
Segundo a governadora, o levantamento das principais carências nas regiões administrativas orientou decisões imediatas, especialmente em áreas ligadas à infraestrutura urbana e a serviços básicos. A ideia, de acordo com ela, é concentrar esforços em demandas que impactam diretamente a rotina da população.
Entre os primeiros resultados desse mapeamento estão as ordens de serviço autorizadas ao longo de abril. Parte significativa das intervenções foi direcionada ao Paranoá e ao Itapoã, regiões que concentram necessidades históricas. Um dos projetos já liberados prevê a construção de uma nova feira no Paranoá.
Celina também comentou mudanças em setores estratégicos do governo, incluindo ajustes na gestão da antiga CEB, hoje sob operação da Neoenergia. A governadora afirmou que uma das preocupações é enfrentar o furto de cabos de cobre, crime que tem causado prejuízos e afetado o fornecimento de energia.
A governadora declarou que estão estruturando uma resposta mais eficaz, com tecnologia e integração entre os órgãos, para reduzir esse tipo de ocorrência, ao citar a atuação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal.
Na segurança pública, ela destacou o avanço do sistema de monitoramento integrado, que reúne câmeras públicas e privadas. O programa já ultrapassa a marca de 2,5 mil equipamentos conectados, ampliando o alcance das ações de vigilância no DF.
A governadora afirmou, ainda, que tem adotado uma postura de acompanhamento direto das secretarias, com o objetivo de garantir que as medidas saiam do planejamento e sejam executadas com maior rapidez. Segundo ela, a meta é transformar o diagnóstico inicial em entregas concretas nos próximos meses.





