A campanha de vacinação contra a gripe segue avançando no Distrito Federal e já ultrapassou a marca de 340 mil doses aplicadas desde o início da mobilização, em março. A ação é coordenada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal e tem como foco principal proteger os grupos mais vulneráveis às complicações causadas por vírus respiratórios.
Entre os públicos prioritários estão crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, indígenas, quilombolas e profissionais de áreas essenciais. A meta da Secretaria de Saúde é imunizar mais de 1,1 milhão de moradores do DF e alcançar 90% de cobertura vacinal.
De acordo com a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, todas as doses recebidas pelo Distrito Federal estão sendo distribuídas para as unidades públicas de saúde e utilizadas conforme o planejamento da campanha. A estratégia busca ampliar a proteção da população durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
A vacina aplicada neste ano foi atualizada para garantir proteção contra três variantes do vírus influenza: H1N1, H3N2 e Influenza B. Segundo especialistas, a imunização é uma das principais formas de reduzir internações, evitar agravamentos da doença e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde.
Além da vacinação contra a gripe, a rede pública do DF também mantém ações voltadas à prevenção de outras doenças respiratórias. Entre elas está o combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite em bebês.
Gestantes a partir da 28ª semana podem receber uma vacina específica para ajudar na proteção dos recém-nascidos. Já bebês prematuros e crianças pequenas com comorbidades têm acesso ao nirsevimabe, anticorpo indicado para prevenir complicações causadas pelo VSR.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal também segue oferecendo vacinação contra a COVID-19 para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, incluindo idosos e crianças menores de cinco anos.
A orientação das autoridades de saúde é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada. A medida é considerada fundamental para ampliar a proteção coletiva e reduzir os riscos de doenças respiratórias, especialmente durante os meses de maior circulação viral.
