O ministro Luiz Fux assumirá, em agosto, a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição a Gilmar Mendes, cujo mandato à frente do colegiado se encerra com o fim do recesso do Judiciário. A mudança segue o sistema de rodízio previsto no Regimento Interno da Corte e ocorre em um momento de forte tensão interna envolvendo processos de grande repercussão.
Integrante da Segunda Turma desde o início deste ano, após deixar a Primeira Turma por iniciativa própria, Fux passará a comandar o colegiado responsável por julgar ações penais e investigações de elevado impacto político. Entre os processos que devem avançar nos próximos meses está o Caso Master, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Pelas regras do STF, a presidência das Turmas é exercida pelo ministro mais antigo que ainda não ocupou a função. O mandato é de um ano e confere ao presidente prerrogativas importantes, como a definição da pauta de julgamentos, o que pode influenciar o ritmo de análise dos processos.
A troca de comando também acontece em meio ao desgaste entre Gilmar Mendes e o ministro André Mendonça, relator do Caso Master. Gilmar criticou publicamente a condução da investigação, especialmente a atuação de Mendonça nas negociações envolvendo a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro, expondo divergências que ampliaram a tensão dentro da Segunda Turma.
