Taxistas ganham autorização para circular pelo corredor do BRT Sul no DF

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Uma mudança na circulação pelo BRT Sul começa a valer nesta quarta-feira (26). Durante os próximos três meses, táxis do Distrito Federal poderão utilizar a pista destinada aos ônibus no trajeto que passa por Santa Maria, Gama e Epia, na região do Park Way.

A experiência terá duração inicial de 90 dias e não significa uma abertura irrestrita do corredor. A utilização pelos taxistas estará condicionada a horários, à presença de passageiros e a regras específicas para evitar interferências na operação do transporte coletivo.

Para corridas com passageiros, a entrada na faixa exclusiva estará disponível em qualquer horário e dia da semana. Quando estiver vazio, porém, o táxi somente poderá utilizar o espaço durante a madrugada, entre 22h e 5h.

Uma das principais condições é que o corredor seja usado exclusivamente para deslocamento. Isso significa que o motorista não poderá parar para buscar ou deixar clientes dentro da estrutura do BRT. A restrição alcança estações, terminais, pátios e demais pontos ao longo da via.

Na prática, passageiros que utilizarem táxis terão de embarcar antes da entrada no corredor ou desembarcar somente depois da saída. As áreas internas dos terminais de Santa Maria, Gama e Park Way também permanecem fora dos locais autorizados para a circulação da categoria.

A velocidade dos veículos será limitada a 60 km/h durante o percurso. Ao se aproximar das estações e passar por elas, o máximo permitido será de 30 km/h. Nesses pontos, onde existem áreas de recuo, poderão ocorrer ultrapassagens, desde que o motorista respeite o limite estabelecido.

A operação também exige atenção às condições dos automóveis. Qualquer problema que deixe um táxi parado na pista, como falha mecânica ou acidente, deverá ser solucionado rapidamente para que o fluxo dos ônibus não seja prejudicado.

Enquanto a medida estiver em vigor, o funcionamento do corredor será acompanhado 24 horas por dia. Motoristas que desrespeitarem as condições impostas poderão sofrer sanções e até perder a permissão para utilizar a faixa exclusiva.

Os três meses também funcionarão como período de coleta de informações para verificar se a presença dos táxis interfere no desempenho do BRT. Serão considerados fatores como duração das viagens, pontualidade e regularidade dos ônibus, segurança viária, capacidade e fluidez da pista, consumo de combustível e movimentação nas proximidades das estações.

Somente após essa análise será definido se a circulação dos táxis poderá continuar. Dependendo dos resultados observados, a autorização poderá ser mantida, modificada ou retirada.

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