Ferramentas de inteligência artificial que criam textos, imagens, vídeos, músicas e vozes passaram a fazer parte de uma programação educativa destinada a estudantes da rede pública do Distrito Federal. Ao todo, 1,8 mil alunos serão atendidos gratuitamente na segunda edição do projeto IA nas Escolas, realizada no Galpão Anexo ao Planetário de Brasília.
A iniciativa busca aproximar os jovens de tecnologias que já estão presentes no cotidiano. O público prioritário é formado por estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, que participam de atividades voltadas à compreensão e ao uso da inteligência artificial em diferentes situações.
Em vez de apenas apresentar as ferramentas, a programação explora possibilidades de utilização da IA em pesquisas, na organização de informações, na construção de ideias e em processos criativos. A proposta é incentivar o uso da tecnologia como apoio, sem deixar de lado a autonomia intelectual dos estudantes.
A experiência também reúne atividades interativas. Os participantes podem conhecer o Museu da História da Inteligência Artificial, responder a um quiz, experimentar uma estação de realidade virtual, acessar uma área gamer e acompanhar demonstrações práticas de diferentes recursos de IA.
O especialista e consultor em inovação Clark Paiva conduz palestras e demonstrações durante a programação. Segundo ele, o avanço dessas ferramentas não retira das pessoas a responsabilidade sobre o processo criativo e as próprias escolhas. “A tecnologia pode ser uma importante ferramenta de apoio, mas pensar, criar e decidir continuam sendo tarefas das pessoas”, afirmou.
As visitas das escolas ocorrem de terça a sexta-feira, mediante agendamento prévio das turmas. Para os estudantes participantes, também são oferecidos transporte e lanche. Aos sábados, domingos e feriados, o espaço fica aberto ao público em geral.
O projeto é realizado pela Abraço DF, com apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. A iniciativa busca democratizar o acesso ao conhecimento sobre inteligência artificial e aproximar os jovens do DF da ciência, da inovação e de novas possibilidades profissionais.
