Com 17 dos 24 deputados eleitos, partidos desse campo terão peso nas decisões da próxima legislatura; PL liderará as bancadas, com cinco representantes
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) iniciará a legislatura de 2027 com ampla maioria de parlamentares de partidos identificados com o centro e a direita. Das 24 cadeiras disputadas nas eleições de domingo (4), 17 ficaram com PL, Republicanos, MDB, PP, Podemos, União Brasil e PSD, que representarão 70,8% da composição da Casa.
PT, PSOL e PSB elegeram os outros sete deputados e ocuparão 29,2% das cadeiras. A distribuição estabelece um cenário de predominância numérica do centro e da direita, com influência sobre a escolha da Mesa Diretora, a formação das comissões e a votação de projetos.
Essa maioria, entretanto, não significa atuação unificada. A formação de alianças dependerá das negociações entre as bancadas e do posicionamento dos parlamentares diante das pautas do Legislativo e do governo.
PL terá a maior bancada
Com cinco deputados eleitos, o PL será a maior bancada da próxima legislatura. A legenda terá Joaquim Roriz Neto, Roosevelt Vilela, Victor Jansen, André Kubitschek e João Cardoso.
Republicanos, MDB e PP terão três representantes cada. Podemos, União Brasil e PSD contarão com um parlamentar por partido.
A distribuição fortalece o peso político dessas legendas nas articulações internas, embora nenhum partido tenha, isoladamente, cadeiras suficientes para conduzir as decisões da Casa.
| Partido | Deputados eleitos |
|---|---|
| PL | 5 |
| Republicanos | 3 |
| MDB | 3 |
| PP | 3 |
| Podemos | 1 |
| União Brasil | 1 |
| PSD | 1 |
| Total de centro e direita | 17 |
Experiência e renovação na próxima legislatura
Entre os 17 eleitos por partidos de centro e direita, 12 foram reeleitos. Os outros cinco nomes são Victor Jansen e André Kubitschek, do PL; Estefane Sampaio e Renata D’Aguiar, do Republicanos; e Rôney Nemer, do PP.
O resultado combina a manutenção de parlamentares com mandato e a chegada de outros representantes à próxima composição. A presença majoritária de reeleitos preserva parte das lideranças e das articulações que já marcam o funcionamento da Câmara Legislativa.
Confira a votação dos eleitos desse campo político:
| Deputado eleito | Partido | Votos |
|---|---|---|
| Eduardo Pedrosa | União Brasil | 50.833 |
| Joaquim Roriz Neto | PL | 45.604 |
| Estefane Sampaio | Republicanos | 45.558 |
| Roosevelt Vilela | PL | 39.181 |
| Robério Negreiros | Podemos | 37.401 |
| Victor Jansen | PL | 32.120 |
| Jaqueline Silva | MDB | 31.882 |
| Rôney Nemer | PP | 29.926 |
| Pepa | PP | 29.786 |
| Wellington Luiz | MDB | 28.796 |
| Renata D’Aguiar | Republicanos | 28.172 |
| Martins Machado | Republicanos | 27.541 |
| Hermeto | MDB | 26.433 |
| André Kubitschek | PL | 23.683 |
| Pastor Daniel de Castro | PP | 21.326 |
| João Cardoso | PL | 20.622 |
| Rogério Morro da Cruz | PSD | 19.603 |
Esquerda terá sete representantes
Entre os partidos identificados com a esquerda, o PT terá a maior bancada, formada por Chico Vigilante, Gabriel Magno e Ricardo Vale.
O PSOL contará com Max Maciel e Keka Bagno. Pelo PSB, foram eleitos Múcio e Dayse Amarilio.
Com sete cadeiras, essas legendas terão menor força numérica, mas manterão participação nos debates, na fiscalização do Executivo e nas negociações sobre projetos. A capacidade de influenciar votações dependerá também da construção de acordos com parlamentares de outras bancadas.
| Deputado eleito | Partido | Votos |
|---|---|---|
| Max Maciel | PSOL | 92.234 |
| Chico Vigilante | PT | 50.046 |
| Múcio | PSB | 42.769 |
| Gabriel Magno | PT | 42.331 |
| Keka Bagno | PSOL | 40.569 |
| Ricardo Vale | PT | 29.387 |
| Dayse Amarilio | PSB | 15.440 |
Max Maciel lidera a votação individual
Embora o centro e a direita tenham conquistado a maioria das cadeiras, Max Maciel, do PSOL, foi o deputado distrital mais votado, com 92.234 votos.
Na sequência aparecem Eduardo Pedrosa, do União Brasil, com 50.833 votos, e Chico Vigilante, do PT, com 50.046.
A nova composição coloca as negociações partidárias no centro da próxima legislatura. Além da disputa pelos espaços de comando da CLDF, os acordos entre os deputados serão decisivos para definir o andamento de pautas como orçamento, saúde, educação, segurança pública e fiscalização dos serviços prestados à população.
