Parlamentares do centrão e da oposição rejeitam ampliar o debate sobre regulação de big techs após a repercussão do vídeo do influenciador Felca sobre a adultização de crianças no ambiente digital. O governo Lula (PT) tenta aproveitar o momento para destravar propostas mais amplas, incluindo fiscalização e regras gerais para plataformas, mas enfrenta resistência do bolsonarismo e lobby das empresas.
Aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendem limitar a discussão à proteção de crianças e adolescentes, evitando que a pauta se misture com a regulação geral das redes. Motta convocou para a próxima quarta-feira (20) uma comissão geral sobre o tema, que deve resultar na criação de um grupo de trabalho focado em projetos contra exploração e crimes virtuais envolvendo menores.
A oposição, liderada por nomes como Damares Alves (Republicanos-DF), acusa o governo de tentar usar o caso para impor uma regulação mais ampla. No Senado, o assunto segue em segundo plano, enquanto Damares e Jaime Bagattoli (PL-RO) buscam apoio para uma CPI.