Uma ação de fiscalização realizada na última sexta-feira (20) resultou na apreensão de diversos medicamentos mantidos de forma irregular em uma clínica veterinária do Distrito Federal. A operação foi conduzida pela Vigilância Sanitária (Divisa), com apoio da Polícia Militar, após uma denúncia recebida pelos canais oficiais de atendimento à população.
No local, os fiscais encontraram uma variedade de produtos sem autorização para comercialização no país e outros já vencidos. Entre os itens estavam medicamentos utilizados para emagrecimento, incluindo versões importadas e manipuladas de tirzepatida que não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Também foram recolhidos hormônios e substâncias de uso restrito, como somatropina, testosterona e outros compostos esteroides sem comprovação de origem, além de materiais utilizados na diluição e aplicação de injetáveis.
O gerente de medicamentos da Divisa, Felipe Randall’s Silva Pereira, explicou que existem determinações nacionais que impedem a circulação de determinados produtos à base de tirzepatida trazidos do exterior. Segundo ele, a ausência de registro sanitário impede que se tenha segurança sobre a procedência e as condições de fabricação. “Quando não há controle sobre a cadeia de produção, armazenamento e transporte, não é possível garantir que o produto seja seguro ou eficaz”, afirmou.
A diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, destacou que o uso de substâncias sem certificação representa um risco direto à saúde. Para ela, a atuação preventiva é essencial para evitar danos. “A retirada desses medicamentos do mercado reduz a possibilidade de reações adversas graves e de tratamentos sem qualquer respaldo técnico”, disse.
O estabelecimento foi autuado por infração às normas sanitárias previstas na legislação federal. Todo o material apreendido foi lacrado e seguirá os procedimentos legais até a destinação final adequada.
A Divisa reforça que medicamentos sujeitos a controle especial só podem ser prescritos por profissionais habilitados e comercializados em estabelecimentos autorizados, como farmácias e drogarias. A presença desses produtos em locais sem licença específica configura irregularidade.
A recomendação aos consumidores é redobrar a atenção antes de adquirir medicamentos, verificando sempre a regularidade e desconfiando de ofertas que prometem efeitos rápidos ou apresentem preços incompatíveis com o mercado.
