A campanha Junho Vermelho ganhou reforço nesta terça-feira (9), no Distrito Federal, com uma mobilização realizada na Praça do Buriti. A ação reuniu servidores públicos, trabalhadores da limpeza urbana e moradores da capital em um esforço conjunto para estimular a doação de sangue e conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques abastecidos ao longo do ano.
A iniciativa faz parte do programa GDF Sangue Bom, coordenado pela Chefia Executiva de Integração e Inovação Social (Ceiis), em parceria com a Fundação Hemocentro de Brasília. Além da coleta de sangue, a programação incluiu atividades educativas, orientações ao público e ações de cidadania, com apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF).
Presente no evento, a governadora Celina Leão destacou que a intenção do governo é ampliar o alcance da campanha e transformar a mobilização em uma ação permanente. “Queremos que a doação de sangue seja lembrada durante todo o ano, e não apenas em períodos específicos. Quanto mais pessoas participarem regularmente, maior será a segurança para atender quem depende desse recurso nos hospitais”, afirmou.
À frente da Ceiis, o primeiro-cavalheiro Fabrício Faleiro participou da ação acompanhado do filho, Pedro Leão. Segundo ele, a solidariedade sempre fez parte da rotina familiar e serviu de inspiração para o envolvimento no projeto. “Doar sangue é um gesto simples, mas com um impacto enorme. Nosso objetivo é mostrar que qualquer pessoa pode contribuir e ajudar a salvar vidas”, disse.
Durante a mobilização, a governadora também comentou que a Ceiis prepara novas iniciativas voltadas à área social. “Estamos desenvolvendo projetos de acolhimento e apoio para pessoas em situação de vulnerabilidade. A proposta é ampliar a rede de proteção social e aproximar ainda mais essas ações da população”, ressaltou.
Responsável pelo abastecimento de sangue da rede pública, o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osney Okumoto, lembrou que a necessidade de doações é permanente.
Segundo ele, os hemocomponentes coletados atendem a 17 hospitais públicos do Distrito Federal e são essenciais para procedimentos cirúrgicos, tratamentos médicos e atendimentos de urgência. “Manter os estoques em níveis seguros exige participação constante da população. O sangue não pode ser produzido artificialmente e depende exclusivamente da solidariedade dos doadores”, explicou.
Okumoto também alertou para a necessidade de reposição frequente das plaquetas, utilizadas em diversos tratamentos e que possuem prazo reduzido de armazenamento. “Por terem validade curta, precisamos de doações regulares para garantir que não faltem quando houver necessidade”, acrescentou.
Um dos destaques da ação foi a participação de 36 profissionais da limpeza urbana por meio do projeto Gari Sangue Bom. A iniciativa surgiu em 2024 e acabou servindo de base para a criação de uma campanha mais ampla de incentivo à doação. “A experiência mostrou que é possível mobilizar diferentes setores da sociedade em torno de uma causa comum. Hoje vemos servidores, trabalhadores e moradores participando juntos dessa corrente de solidariedade”, afirmou a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz.
Entre os participantes estava Francisca Santos, de 54 anos, que realizou sua primeira doação de sangue. “Eu tinha vontade de doar, mas ainda não tinha tido a oportunidade. Foi uma experiência muito positiva, e saber que esse gesto pode ajudar várias pessoas torna tudo ainda mais especial”, contou.
Também estreando como doadora, Amanda Fernandes, de 20 anos, destacou a importância da iniciativa. “Ninguém está livre de precisar de uma transfusão um dia. Por isso, acredito que doar sangue é uma forma de cuidar do próximo e contribuir com quem enfrenta um momento difícil”, disse.
Além da coleta, a programação contou com atividades educativas promovidas pelo personagem Garizinho, do SLU, e apresentações do Teatro do Detran-DF, que levou mensagens de conscientização ao público por meio de intervenções interativas.
Quem deseja doar sangue pode procurar o Hemocentro de Brasília em qualquer período do ano. Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos e seguir os critérios estabelecidos pela instituição. Menores de idade devem apresentar autorização dos responsáveis.
