O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou nesta segunda-feira (28) que vai convocar uma edição extraordinária do Fórum Nacional de Governadores para discutir a recente decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida norte-americana entra em vigor em 1º de agosto e pode impactar significativamente a economia nacional, principalmente setores voltados à exportação.
A proposta é reunir os governadores dos 26 estados, do Distrito Federal e representantes do governo federal em uma ação coordenada para debater estratégias e apresentar soluções conjuntas. Ibaneis, que atualmente coordena o Fórum, esteve pela manhã com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para convidá-lo a participar do encontro. O convite também será estendido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Todos os governadores estão muito preocupados. Uns perdem mais, outros menos, mas acredito que temos condições de promover um diálogo que una toda a classe política brasileira em torno desse problema nacional”, afirmou Ibaneis.
Segundo o governador, Alckmin recebeu o convite com entusiasmo e as equipes técnicas já trabalham para definir a data do encontro, que deve ocorrer antes da vigência da nova tarifa. A expectativa é que, além do debate, o Fórum produza uma comitiva de governadores para acompanhar Alckmin em negociações em Washington.
“A ideia é que a reunião gere uma comissão de governadores que possa ir aos Estados Unidos com o vice-presidente e os negociadores do governo federal, demonstrando unidade política. Quem mais será prejudicado com essa medida é a população mais vulnerável, que poderá perder empregos, renda e oportunidades. Precisamos agir com responsabilidade e coesão”, completou Ibaneis.
Entenda o caso
Em 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados. A medida, classificada como um “tarifaço”, tem motivações políticas e comerciais e pode afetar diretamente setores como o agronegócio, a indústria e o comércio exterior brasileiro.
Fonte: Agência Brasília.