Produção de cocaína atinge nível recorde com avanço do cultivo na Colômbia, diz relatório da ONU

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O mercado mundial de cocaína atingiu níveis históricos em 2023, segundo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), divulgado nesta quinta-feira (26). O crescimento foi impulsionado pelo aumento dos cultivos ilegais na Colômbia e pela expansão do consumo na Europa, Américas, Ásia e África.

A produção global chegou a 3.708 toneladas em 2023 — 34% a mais que em 2022 e dez vezes maior que o registrado há uma década. A Colômbia liderou com 2.600 toneladas, 53% acima do ano anterior, especialmente em áreas controladas por dissidentes das Farc no sudoeste do país. Enquanto isso, a Bolívia manteve estável sua área de plantio e o Peru teve uma leve redução.

A cocaína tornou-se o mercado de drogas ilícitas de crescimento mais rápido do mundo. O número de usuários saltou de 17 milhões, em 2013, para 25 milhões em 2023. A maior concentração de consumo segue na América do Norte, Europa Ocidental, Central e América do Sul, conforme dados de uso anual e análise de águas residuais.

As apreensões também bateram recorde, alcançando 2.275 toneladas — 68% a mais que a média dos quatro anos anteriores. O tráfico tem se tornado mais visível em novas regiões. Organizações criminosas dos Bálcãs Ocidentais ampliaram sua influência na Europa, enquanto a violência associada ao tráfico se intensificou na América Latina, como no Equador, onde a taxa de homicídios saltou de 7,8 para 45,7 por 100 mil habitantes entre 2020 e 2023.

O relatório destaca ainda a expansão do mercado de drogas sintéticas, impulsionado por custos baixos e menor risco de fiscalização. Em 2023, apreensões de anfetaminas — especialmente o captagon — representaram quase metade do total de apreensões desse tipo de substância, seguidas por opioides sintéticos como o fentanil.

Após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, a produção de captagon na Síria foi interrompida, segundo o governo interino. No entanto, dados de 2024 e 2025 apontam que a droga ainda circula, sobretudo na Península Arábica, possivelmente devido a estoques antigos ou produção em novas localidades.

Por fim, o uso global de drogas também cresceu. Em 2023, estima-se que 6% da população entre 15 e 64 anos usou alguma substância ilícita, frente a 5,2% em 2013.

Fonte: Noticias ao Minuto.

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