Promoções da Black Friday aumentam riscos para consumidores

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O que começou como um único dia de liquidação se transformou em uma maratona de ofertas que se estende por todo o mês de novembro. Hoje, não são apenas as lojas físicas que entram na temporada de descontos: cursos, produtos digitais e até ofertas de pessoas físicas também disputam a atenção do consumidor.

Com o aumento das oportunidades, crescem também os riscos. Golpes, preços inflados e promoções enganosas estão entre as armadilhas mais comuns. O Procon-DF recomenda atenção redobrada e planejamento antes de clicar em “comprar” ou sair às lojas. “Muitas vezes, o que parece uma oferta imperdível não passa de uma estratégia de marketing. É preciso pesquisar, comparar preços e ter cautela”, alerta o órgão.

Nas lojas físicas, é importante comparar preços antes das promoções, guardar registros como folhetos, capturas de tela e notas fiscais, e desconfiar de descontos que parecem únicos. Produtos vendidos no comércio informal ou pirata podem trazer prejuízos, pois não oferecem garantia.

No ambiente online, o cuidado deve ser ainda maior. Verifique se o site é autêntico, checando CNPJ, endereço físico e selos de segurança. Pesquise a reputação da loja, confira o SAC e busque avaliações em sites de reclamação. Desconfie de preços muito baixos ou de lojas que aceitam apenas Pix ou boleto. Lembre-se de que o consumidor tem até sete dias para se arrepender da compra e pode contestar atrasos na entrega.

Quem se sentir lesado deve registrar a queixa imediatamente, presencialmente ou pelo site oficial do Procon-DF. Com pesquisa e planejamento, a Black Friday pode ser uma oportunidade real de economia — desde que o consumidor esteja preparado.

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