A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou nesta terça-feira (11) do 4º Brasília Summit Lide, evento promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais no Hotel Brasília Palace. O encontro reuniu mulheres em posições estratégicas nos setores público e privado e teve como tema “Mulheres Líderes”, discutindo o fortalecimento da presença feminina em espaços de poder e decisão.
Durante sua participação, Celina destacou que a educação é o principal instrumento de transformação social e o caminho para reduzir desigualdades de gênero. Para ela, investir na formação de meninas é essencial para construir uma sociedade mais justa e representativa.
“Tudo parte da educação. É preciso investir na formação e na capacitação de mulheres. As meninas precisam se enxergar em cargos de liderança e ter exemplos para se inspirar. As mulheres transformam tudo o que tocam, porque colocam alma no que fazem. A presença feminina não é uma concessão, é uma potência”, afirmou.
A vice-governadora também chamou atenção para a participação das mulheres nas discussões sobre segurança pública, tema que, segundo ela, atinge de forma direta e indireta a população feminina, tanto nas comunidades quanto nas famílias. Celina defendeu uma abordagem técnica e suprapartidária para enfrentar o avanço do crime organizado e citou a recente operação policial no Rio de Janeiro, que resultou na apreensão de armas de grosso calibre e drogas.
Ao lembrar a criação do Consórcio da Paz, iniciativa que uniu governadores em torno de um pacto nacional pela segurança, Celina reforçou que o tema deve ser tratado como uma questão de soberania, e não de disputa política.
“Estamos falando de soberania, e esse debate deve acontecer no Congresso Nacional, com todos os governadores — independentemente de ideologia — sentando à mesa com o governo federal. As mulheres precisam estar presentes nesse diálogo”, defendeu.
Em tom firme, Celina criticou a politização da segurança pública e reforçou a necessidade de fortalecer instituições e promover a cooperação entre os entes federativos, especialmente diante da tramitação do projeto de lei antifacção no Congresso Nacional.
“Não podemos tirar as prerrogativas da Polícia Federal. É preciso fortalecer a cooperação entre estados e governo federal. A população está muito mais preocupada com os resultados do que com quem vai executá-los”, destacou.
Com uma postura equilibrada entre articulação política e compromisso social, Celina Leão reafirmou sua defesa de um modelo de gestão baseado no diálogo, na representatividade e na eficiência, ressaltando que a participação das mulheres é essencial para a construção de políticas públicas mais humanas, inclusivas e transformadoras.
