O Distrito Federal deu mais um passo na discussão sobre preservação ambiental e fortalecimento da regulação dos serviços públicos. Durante o III Encontro Nacional das Agências Reguladoras, realizado em Brasília, representantes do setor anunciaram medidas voltadas à proteção dos recursos hídricos, modernização da fiscalização e ampliação do debate sobre desenvolvimento sustentável.
O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Luís Antônio Reis, informou que já foram iniciadas conversas entre a companhia, a Adasa, o Brasília Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente para realizar o mapeamento das nascentes do DF.
Segundo ele, o objetivo é identificar áreas degradadas que precisam de recuperação ambiental, além de ampliar ações de reflorestamento e preservação das fontes de água que abastecem a capital.
A iniciativa busca fortalecer a segurança hídrica do Distrito Federal diante dos desafios ambientais e do crescimento urbano. A expectativa é que o levantamento permita criar estratégias mais eficientes para conservação das nascentes e proteção dos mananciais.
Durante o encontro, o presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, também destacou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá transferir parte da fiscalização do setor elétrico no DF para a agência reguladora local por meio de convênio. Segundo ele, a Adasa precisará passar por uma reestruturação interna para assumir a nova responsabilidade.
O evento reuniu especialistas, autoridades e representantes do setor regulatório para discutir temas ligados à inteligência artificial, saneamento básico, matriz energética, reforma tributária e desenvolvimento econômico.
O presidente da Associação Brasileira de Agências Reguladoras, Vinicius Benevides, informou que cerca de 300 representantes participam do encontro. Ele também confirmou que Brasília será sede da próxima edição do Congresso Brasileiro de Regulação.
Atualmente, a associação reúne 87 agências reguladoras nacionais e internacionais, responsáveis pela fiscalização e acompanhamento de setores estratégicos que representam mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sob regulação.
