O setor produtivo do Distrito Federal voltou a demonstrar preocupação com o avanço das facilidades concedidas às compras internacionais de baixo valor, conhecidas popularmente como “taxa das blusinhas”. Representantes do comércio avaliam que a medida pode ampliar a concorrência desigual entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras, afetando diretamente lojistas, trabalhadores e a indústria nacional.
Para empresários do DF, a redução da carga tributária sobre produtos importados de até 50 dólares enfraquece quem produz, vende e gera empregos no Brasil. Segmentos como papelarias, eletrônicos, utensílios domésticos, vestuário e acessórios estão entre os mais impactados pela entrada de produtos estrangeiros com preços mais baixos.
O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, afirmou que o comércio local teme perda de competitividade e redução no volume de vendas. Segundo ele, a preocupação vai além das empresas e atinge diretamente milhares de famílias que dependem do setor para garantir renda e emprego.
No Distrito Federal, comerciantes avaliam que a medida pode aumentar a dificuldade enfrentada por pequenos e médios empresários, principalmente em um cenário de altos custos operacionais, impostos e queda no poder de compra da população.
O debate sobre a tributação das compras internacionais ganhou força nos últimos anos e continua dividindo opiniões entre consumidores, empresários e o governo federal. Enquanto parte da população busca preços mais acessíveis em plataformas estrangeiras, representantes do setor produtivo defendem regras mais equilibradas para proteger a economia nacional e preservar empregos no país.
