Goiânia apresentou uma redução de 70,9% na taxa de homicídios estimados nos últimos dez anos e passou a ocupar posição de destaque entre as capitais brasileiras com maior queda da violência letal no país. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26), em estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O desempenho colocou a capital goiana à frente de cidades como Porto Alegre, Distrito Federal e Natal, ficando atrás apenas de São Luís no ranking nacional de redução de homicídios.
O levantamento também aponta que, nos últimos cinco anos, Goiânia manteve a tendência de queda na criminalidade violenta, registrando retração de 52,1% nos homicídios entre 2019 e 2024. O resultado posiciona a capital entre os principais destaques nacionais na redução da violência.
O governador de Goiás, Daniel Vilela, afirmou que os números refletem o fortalecimento das políticas públicas de segurança implantadas no estado.
Segundo ele, os resultados demonstram que as ações integradas das forças de segurança vêm garantindo maior proteção à população e melhorando a qualidade de vida dos moradores.
Além da redução acumulada, Goiânia também aparece entre as capitais brasileiras com menores índices de violência letal em 2024. De acordo com o Atlas, a cidade registrou taxa de 14,7 homicídios por 100 mil habitantes, ficando entre os melhores indicadores do país.
O estudo ainda mostra que Goiás alcançou a segunda maior queda na taxa de homicídios do Brasil nos últimos anos, com redução de 58,4%. O estado integra o grupo das únicas unidades da federação que mantiveram queda consecutiva nos índices de letalidade entre 2019 e 2024, ao lado do Distrito Federal e de Santa Catarina.
Para o secretário de Segurança Pública de Goiás, Renato Brum, os resultados são consequência de uma política contínua de preservação de vidas, baseada em planejamento técnico, inteligência policial e integração das forças de segurança.
O Atlas da Violência utiliza o indicador de “homicídios estimados”, metodologia que ajusta estatisticamente as mortes violentas por causa indeterminada, ampliando a precisão dos dados sobre violência no país.
