O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou nesta quarta-feira (1º), em Brasília, que o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, será o candidato a vice-presidente em sua chapa nas eleições de 2026. A decisão consolida uma chapa “puro-sangue”, formada exclusivamente por integrantes do PSD, após a legenda não conseguir viabilizar uma aliança com outros partidos.
Durante o anúncio, Caiado afirmou que a escolha de Kassab fortalece o projeto presidencial da sigla e simboliza o compromisso do PSD com uma candidatura própria. Segundo ele, o partido reúne uma das maiores estruturas políticas do país, com forte presença em prefeituras, câmaras municipais, governos estaduais e no Congresso Nacional.
“O PSD é hoje o partido com o maior número de prefeitos do Brasil, além de uma ampla representação de vereadores, senadores, deputados e governadores. Com a decisão de Gilberto Kassab de integrar a chapa como candidato a vice-presidente, mostramos ao país que este projeto está consolidado e não tem volta”, declarou.
A definição encerra semanas de negociações nos bastidores sobre a composição da chapa. A direção do PSD chegou a buscar entendimentos com partidos como União Brasil e PP para ampliar a base de apoio político, aumentar o tempo de propaganda eleitoral e fortalecer a candidatura nacional de Caiado. Sem avanço nas conversas, a legenda optou por lançar uma chapa formada exclusivamente por seus quadros.
Na véspera do anúncio, Caiado e Kassab se reuniram em São Paulo para alinhar os últimos detalhes da composição e definir a estratégia da pré-campanha. Até então, o governador de Goiás evitava confirmar oficialmente o nome do vice, afirmando apenas que a decisão seria anunciada em Brasília.
A escolha de Kassab também atende a um grupo histórico do PSD que defendia uma candidatura com identidade própria, sem depender de acordos para a formação da chapa presidencial. Além do simbolismo político, a decisão tem caráter estratégico. Como presidente nacional do partido, Kassab exerce influência sobre os diretórios estaduais, muitos dos quais mantêm alianças regionais distintas e ainda não haviam se mobilizado em torno da pré-candidatura de Caiado.
Com a chapa definida, a expectativa da direção nacional do PSD é que Kassab lidere o processo de unificação interna, reduza resistências entre as lideranças estaduais e fortaleça a articulação política da campanha. A avaliação da cúpula do partido é que sua presença como vice amplia as condições para consolidar nacionalmente a candidatura de Ronaldo Caiado.
A partir de agora, o PSD pretende concentrar os esforços da pré-campanha na construção de alianças para o segundo momento da disputa e na ampliação da competitividade de Caiado na corrida pelo Palácio do Planalto.
