Celina promete rigor após mortes de gestantes e anuncia mudanças na Saúde do DF

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As mortes de duas gestantes durante o parto no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), registradas em um intervalo de quatro dias, provocaram uma reação imediata do Governo do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (15), a governadora Celina Leão (PP) afirmou que determinou uma apuração rigorosa dos casos, anunciou uma revisão dos protocolos adotados pela rede pública de saúde e garantiu que o governo não será conivente com eventuais falhas no atendimento.

A declaração foi dada durante agenda no Itapoã. Segundo a governadora, o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, convocou gestores e equipes técnicas para analisar os episódios e discutir medidas destinadas a reduzir o risco de situações semelhantes nas unidades hospitalares do DF. “O secretário reuniu toda a equipe porque não vamos admitir um atendimento sem o cuidado e a humanidade que a população espera da nossa rede de saúde. Precisamos entender exatamente o que aconteceu para evitar que isso volte a ocorrer.”

Além da investigação, o GDF avalia mudanças nos protocolos relacionados à assistência materna, incluindo o acompanhamento das gestantes durante o pré-natal. A intenção, segundo Celina, é aperfeiçoar os fluxos de atendimento e fortalecer as práticas de humanização na rede pública.

Ao comentar os casos, a governadora prestou solidariedade às famílias das vítimas e reconheceu que ainda há espaço para aperfeiçoar o serviço oferecido à população. “Nossa primeira manifestação é de solidariedade às famílias. Sabemos que sempre é possível melhorar, e é justamente isso que estamos fazendo ao revisar nossos procedimentos e acompanhar cada etapa dessa apuração.”

Celina também afirmou que a investigação contará com o apoio das imagens do circuito interno do Hospital Regional de Samambaia. Segundo ela, o sistema de monitoramento permite reconstituir o atendimento prestado às pacientes, e o material está sendo compartilhado com os familiares e com as autoridades responsáveis pela investigação. “Hoje, a rede é monitorada, o que nos permite verificar com precisão como ocorreu o atendimento. As imagens estão sendo disponibilizadas às famílias e também aos órgãos de investigação para que tudo seja esclarecido com total transparência.”

Sem antecipar conclusões, a governadora ressaltou que o governo aguardará o resultado das investigações, mas garantiu que não haverá complacência caso sejam identificadas falhas ou descumprimento dos protocolos assistenciais. “Se ficar comprovado que alguém agiu de forma inadequada, essa pessoa será responsabilizada. Não vamos proteger ninguém. Ao mesmo tempo, continuaremos trabalhando para oferecer estrutura e condições para que nossos profissionais possam desempenhar bem o seu trabalho.”

Os dois casos seguem sob análise da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A expectativa do governo é que o resultado das investigações contribua para aperfeiçoar os protocolos adotados nas maternidades da rede pública e ampliar a segurança das gestantes atendidas pelo sistema de saúde do DF.

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