A Praça dos Três Poderes poderá se tornar o ponto final de um novo corredor do metrô no Distrito Federal. O local aparece nos estudos da Linha 2, planejada para conectar a região sul da capital ao centro de Brasília e incorporar ao transporte sobre trilhos cidades que atualmente dependem principalmente de ônibus e carros nos deslocamentos até o Plano Piloto.
O projeto foi abordado pelo presidente do Metrô-DF, Handerson Ribeiro, durante entrevista ao Vozes da Comunidade, da Rádio Alternativa FM, nesta sexta-feira (31). Ainda em fase de avaliação, a proposta desenha um eixo que começa em Santa Maria e avança em direção ao centro da capital.
Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Núcleo Bandeirante aparecem no caminho previsto. Após atender a essas regiões, o corredor alcançaria a EPIA e seguiria em direção à Rodoferroviária.
É a partir da chegada ao Plano Piloto que surge um dos maiores desafios do projeto: inserir uma nova infraestrutura metroviária em uma área protegida pelas regras de preservação de Brasília.
A alternativa analisada pelo Metrô-DF é colocar os trilhos no subsolo. O túnel começaria na região da Rodoferroviária e permitiria que os trens avançassem pela área central, passando pela Esplanada dos Ministérios até alcançar a Praça dos Três Poderes.
Com isso, o projeto busca evitar que estruturas da nova linha provoquem alterações na paisagem do conjunto urbanístico tombado. A capital já conta com uma experiência semelhante na Asa Sul, onde parte da operação do metrô ocorre abaixo da superfície.
As limitações impostas pela área protegida estão entre os pontos avaliados no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). É essa análise que deverá indicar as condições para a implantação do corredor, inclusive diante das exigências urbanísticas e ambientais.
O estudo também deverá dimensionar os impactos das intervenções fora do Plano Piloto e estabelecer medidas para reduzi-los durante uma eventual construção.
A Linha 2 ainda está distante de receber passageiros. O projeto permanece na etapa de estudos e, antes de uma eventual execução, terá de avançar pelas fases necessárias à viabilização do empreendimento.
Caso saia do papel, porém, o novo corredor mudará o mapa do transporte sobre trilhos no DF ao levar a rede para Santa Maria e Gama e criar uma ligação com áreas estratégicas do centro de Brasília.
Handerson Ribeiro detalhou o projeto durante participação no Vozes da Comunidade. A entrevista será reprisada neste sábado (1º), às 14h, pela Rádio Alternativa FM.
