DF estreia protocolo de internação involuntária em caso registrado no metrô

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A aplicação do novo protocolo de internação involuntária no Distrito Federal teve o primeiro encaminhamento aceito pela Secretaria de Saúde (SES-DF). O procedimento foi adotado para um homem de 31 anos, em situação de rua, que precisou de atendimento especializado após entrar nos trilhos do metrô de Brasília.

A internação foi definida na noite de segunda-feira (24), depois de uma série de avaliações realizadas pela rede pública de saúde. Os atendimentos apontaram uma alteração psíquica associada principalmente à abstinência de drogas. O paciente também tinha histórico de esquizofrenia e apresentava quadro de surto.

Após a decisão médica, o homem foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga, onde permaneceu internado. Não havia previsão de alta.

O atendimento teve origem em uma ocorrência registrada no domingo (23). Na ocasião, o homem acessou uma das vias utilizadas pelos trens do metrô, o que provocou a mobilização da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Os militares foram atrás dele e conseguiram realizar a abordagem quando faltavam aproximadamente 100 metros para a Estação Galeria. Retirado da área de circulação dos trens, ele foi levado à 5ª Delegacia de Polícia, na região central da capital.

Foi na delegacia que a ocorrência passou a ser tratada também como uma questão de saúde. Ao observar as condições do homem, o delegado de plantão acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A equipe realizou a primeira avaliação e indicou a necessidade de continuidade da assistência médica. O paciente seguiu, então, para uma unidade de pronto atendimento (UPA).

A análise do quadro não terminou no primeiro atendimento. Durante a segunda-feira, profissionais acompanharam o paciente e realizaram novas avaliações psiquiátricas antes de constatar a necessidade de internação sem consentimento.

A partir dessa indicação, o acionamento feito pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resultou no primeiro caso aceito pela SES-DF no âmbito do Protocolo de Internação Involuntária Humanizada.

O procedimento permitiu que uma ocorrência inicialmente relacionada à segurança no sistema metroviário tivesse continuidade na rede de assistência à saúde, com avaliação clínica, acompanhamento psiquiátrico e encaminhamento para uma unidade especializada.

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