A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), defendeu que possíveis perdas do Banco de Brasília (BRB) não fiquem sem ressarcimento e sejam cobradas dos responsáveis pelas decisões que provocaram os danos. A posição foi apresentada ao comentar, em Taguatinga, a iniciativa aprovada pelos acionistas para permitir a responsabilização civil de antigos gestores da instituição.
Celina sustentou que a apuração deve chegar a quem efetivamente participou de decisões prejudiciais ao banco. A governadora também destacou que a Procuradoria do Distrito Federal acompanhou a reunião na qual a medida foi analisada. “Quem fez coisa errada tem que ser responsabilizado. As pessoas que tomaram decisões erradas que causam prejuízo à toda população precisam ser punidas. Essa decisão está corretíssima, inclusive foi acompanhada pela nossa procuradora do DF, que acompanhou a reunião”, afirmou.
O posicionamento ocorre em um momento em que o BRB busca definir os caminhos para lidar com possíveis perdas relacionadas aos negócios realizados com o Banco Master e a Reag. As operações colocaram a atuação de antigos dirigentes em discussão e levantaram questionamentos sobre eventuais responsabilidades pelas decisões tomadas.
A resposta dos acionistas veio por meio de uma assembleia geral extraordinária realizada virtualmente. O resultado mostrou amplo apoio à possibilidade de o banco agir para recuperar recursos: 7.495 acionistas votaram a favor, e apenas um se absteve.
A partir dessa autorização, o BRB poderá adotar medidas civis com o objetivo de obter ressarcimento caso sejam confirmados danos ao patrimônio da instituição e identificados os responsáveis.
A votação, por si só, não aponta culpados. O banco ressalta que nenhum ex-gestor foi considerado previamente responsável e que as providências deverão obedecer à legislação. A definição dependerá da apuração de cada caso.
É justamente essa separação entre o patrimônio do banco e as responsabilidades individuais que Celina defendeu ao tratar do episódio. Na avaliação da governadora, caso seja comprovado que determinadas decisões provocaram perdas, as consequências devem alcançar quem as tomou.
A autorização dos acionistas abre, portanto, uma nova etapa no tratamento dos negócios questionados. Enquanto as responsabilidades ainda precisam ser apuradas, o BRB passa a ter aval para buscar a recomposição de seu patrimônio caso os prejuízos sejam confirmados.
