A Praça dos Três Poderes e o anexo do Supremo Tribunal Federal (STF) terão esquema reforçado de segurança na próxima terça-feira (15), quando a Corte realizará uma sessão considerada politicamente sensível. O plenário analisará o referendo de decisão do ministro André Mendonça envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.
A sessão está prevista para começar às 10h e já mobiliza os órgãos de segurança do Distrito Federal diante da possibilidade de manifestações e de aumento da movimentação na região central de Brasília.
O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, informou que mantém contato direto com a equipe de segurança do Supremo e que uma reunião de planejamento será realizada na segunda-feira (14), véspera do julgamento.
Segundo Patury, a Célula de Inteligência da segurança pública já foi ativada e o sistema de videomonitoramento DF360 estará sendo utilizado para acompanhar a movimentação na região. Drones também poderão ser empregados desde a noite anterior à sessão.
Caso os órgãos de inteligência identifiquem convocação de manifestações, a SSP-DF poderá estabelecer pontos de bloqueio e restrições de acesso. Sem atos previamente mapeados, a estratégia será concentrada no reforço do policiamento ostensivo no entorno da Praça dos Três Poderes e do anexo do STF.
A mobilização ocorre em meio ao aumento da atenção política sobre o Supremo. Na última semana, o presidente da Corte, Edson Fachin, convocou sessão extraordinária para analisar desdobramentos de relatório da Polícia Federal ligado às investigações do Banco Master.
Relator de parte do caso, André Mendonça determinou a retirada do sigilo dos autos, ampliando a repercussão pública e política do processo. A expectativa agora se concentra sobre a posição que será adotada pelo plenário e sobre os possíveis desdobramentos envolvendo Alexandre de Moraes.
Além da dimensão jurídica, o julgamento coloca novamente a Praça dos Três Poderes no centro da tensão política nacional, levando as forças de segurança do Distrito Federal a ampliar o monitoramento para garantir o funcionamento das instituições, a circulação da população e a segurança durante a sessão.
