Em entrevista a Toni Duarte, governadora apresentou planos para reduzir a espera por atendimento médico, contratar professores e ampliar a gratuidade nos ônibus do DF
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), respondeu a perguntas sobre saúde, educação, BRB e transporte público durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, nesta sexta-feira (25). Na conversa com o jornalista Toni Duarte, ela reconheceu dificuldades no atendimento à população, apresentou medidas em andamento e defendeu propostas para um eventual novo mandato. Os números e prazos citados são declarações da governadora na entrevista. www.youtube.com
Saúde: foco no tempo de espera
Celina afirmou que um dos principais problemas da rede pública é a falta de integração entre unidades básicas, serviços especializados e hospitais. Segundo ela, o governo está licitando um sistema para reunir o histórico de atendimento dos pacientes e melhorar a regulação de consultas, exames e cirurgias.
A governadora disse que quase 700 médicos foram contratados desde que assumiu o GDF, mas admitiu que o número ainda não supre a necessidade da rede. Ela também defendeu a contratação complementar de serviços privados para procedimentos de baixa e média complexidade.
Ao falar das filas, Celina afirmou que a prioridade deve ser garantir um tempo de espera adequado à gravidade de cada caso, em vez de prometer que não haverá demanda. Segundo ela, o governo trabalha para realizar 20 mil cirurgias e atender 200 mil consultas, que podem gerar outros procedimentos e exames.
A governadora citou ainda reformas em hospitais, a instalação de tomógrafos e a previsão de entregar sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs), cinco delas ainda neste ano. Ela reconheceu, porém, que construir unidades exige recursos permanentes para equipes e manutenção.
Educação: contratações e vagas em creches
Na educação, Celina afirmou que a expectativa do governo é contratar imediatamente pelo menos 2.500 profissionais, principalmente professores. Segundo ela, a substituição de contratos temporários por servidores efetivos pode dar mais estabilidade às escolas.
A governadora reconheceu a queda no desempenho do DF no Ideb e disse que melhorar a aprendizagem é um desafio da gestão. Também apontou a ampliação da educação integral como uma de suas metas.
Sobre as creches, Celina afirmou que o governo retirou 26 mil crianças da fila. Ao mesmo tempo, reconheceu um problema que ainda afeta as famílias: a vaga oferecida nem sempre fica perto de casa. Segundo ela, o GDF está mapeando a demanda por região e pretende entregar mais seis creches neste ano.
BRB: governadora defende banco e cobra acordo
Questionada sobre a situação do Banco de Brasília, Celina defendeu a preservação do BRB e criticou o que considera uma politização da crise. Ela afirmou que busca alternativas junto a instituições financeiras e disse que o governo não depende apenas de uma solução negociada com a União.
A governadora também alegou falta de disposição do governo federal para cumprir um acordo relacionado ao banco. Trata-se da avaliação apresentada por Celina na entrevista; o programa não trouxe, nesse trecho, uma resposta da União às críticas.
Transporte: gratuidade gradual depende de revisão dos contratos
Celina voltou a defender o Vai de Graça, proposta de ampliação da gratuidade no transporte público. Segundo ela, uma auditoria examina os contratos das empresas de ônibus e os custos do sistema antes da definição de como a medida será aplicada.
A governadora afirmou que o DF já destina cerca de R$ 2 bilhões por ano em subsídios ao transporte e que uma mudança no modelo de contratação poderia ajudar a financiar a gratuidade. A intenção, disse, é começar pelas pessoas inscritas no CadÚnico e ampliar o benefício gradualmente.
