A governadora Celina Leão (PP) definiu que o Distrito Federal não terá Lei Seca no primeiro turno das eleições, no próximo domingo (4). A decisão foi tomada após consultas ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e à Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) sobre a possibilidade de restringir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da votação.
Celina levou o tema à avaliação das duas instituições antes de estabelecer uma medida para toda a capital. A preocupação apresentada pela governadora estava relacionada à organização da cidade e à garantia de tranquilidade aos eleitores durante o processo de votação.
A possibilidade de adoção da Lei Seca havia sido mencionada por Celina mais cedo, durante uma agenda de campanha. Na ocasião, ela defendeu medidas para evitar transtornos no domingo e ressaltou que a prioridade deveria ser oferecer condições para que a população pudesse exercer o direito ao voto com segurança e tranquilidade.
A eventual restrição ainda não tinha formato definido, e não haviam sido estabelecidos horários nem outras regras para sua aplicação. Diante disso, a governadora decidiu ouvir o TRE-DF e a área de segurança pública antes de definir se levaria a proposta adiante.
Após as consultas, Celina decidiu não solicitar a adoção da Lei Seca neste primeiro turno. A posição mantém a preocupação manifestada inicialmente pela governadora com a organização do dia da eleição, mas sem criar uma restrição geral à comercialização e ao consumo de bebidas alcoólicas.
Ao explicar o que motivou a discussão, Celina defendeu que a atenção do poder público deve estar voltada para uma votação tranquila. “O voto precisa ser responsável. Precisamos ter uma cidade organizada e sem problemas para que as pessoas possam votar com tranquilidade, independentemente de sua ideologia”, afirmou.
Com a definição, o planejamento para o primeiro turno seguirá sem a proibição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas no Distrito Federal. A decisão encerra a discussão sobre a eventual adoção da medida após a interlocução do governo com os órgãos envolvidos na organização eleitoral e na segurança pública.
