Tabela SUS Candanga cria alternativa para reduzir filas de atendimento no DF

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O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) colocou a ampliação do atendimento pelo SUS entre as principais frentes de sua atuação na saúde do Distrito Federal. Uma das iniciativas apresentadas pelo parlamentar é a Tabela SUS Candanga, mecanismo que permite ao governo utilizar a rede privada e filantrópica de forma complementar para atender pacientes quando a estrutura pública não consegue absorver toda a demanda.

A proposta nasceu de um projeto apresentado por Roosevelt na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O texto buscava permitir que o governo complementasse, com recursos do DF, os valores pagos pela tabela nacional do SUS a estabelecimentos privados responsáveis por procedimentos destinados aos pacientes da rede pública.

A ideia também considera os serviços com maior demanda reprimida. Na prática, o mecanismo cria uma alternativa para que consultas, exames e cirurgias possam ser realizados fora da estrutura própria do governo quando houver necessidade de ampliar a oferta.

Durante a tramitação, o projeto apresentado por Roosevelt foi analisado em conjunto com uma proposta do Poder Executivo sobre o mesmo tema. O texto aprovado pelos distritais resultou na Lei nº 7.897/2026, sancionada em 28 de maio e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal no dia seguinte.

Na votação em plenário, a proposta recebeu 16 votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção. A legislação passou a estabelecer as regras para a participação complementar da iniciativa privada no atendimento do SUS no DF.

Roosevelt defende redução do tempo de espera

Um dos argumentos apresentados pelo deputado para defender a proposta foi a diferença entre os valores pagos pela tabela nacional do SUS e os custos enfrentados pelos prestadores. A complementação com recursos distritais busca tornar a contratação mais viável e ampliar a quantidade de serviços disponíveis aos pacientes.

Durante participação no programa Vozes da Comunidade, Roosevelt afirmou que o objetivo é criar uma alternativa para quem permanece por longos períodos aguardando atendimento. “A proposta permite dar uma resposta mais rápida ao paciente que está há meses esperando por uma consulta, um exame ou uma cirurgia. Se temos uma estrutura disponível na rede privada, podemos utilizá-la para ampliar o atendimento e diminuir essa espera”, afirmou o deputado.

Pela legislação, a rede privada não substitui os serviços prestados diretamente pelo SUS. A contratação ocorre de maneira complementar, quando a capacidade da rede pública é considerada insuficiente, e precisa ser formalizada por contrato ou convênio com o poder público.

Em setembro, a Secretaria de Saúde do DF aprovou a primeira versão da Tabela SUS Candanga, estabelecendo os valores que serão utilizados na remuneração dos serviços prestados pela rede complementar.

A atuação de Roosevelt na saúde, porém, não se limita à criação da tabela. O mandato também registra a destinação de mais de R$ 1,2 milhão em emendas parlamentares para a modernização e reforma do Centro de Infusão de Quimioterápicos do Hospital de Base.

O parlamentar também direcionou recursos para Unidades Básicas de Saúde e Centros de Especialidades em diferentes regiões administrativas, além de acompanhar demandas apresentadas por moradores.

Com a Tabela SUS Candanga, uma proposta apresentada por Roosevelt passou a integrar oficialmente as ferramentas disponíveis para ampliar a oferta de serviços do SUS no Distrito Federal. O modelo permite que a estrutura de hospitais e clínicas privados seja utilizada como reforço à rede pública nos casos em que a demanda ultrapasse a capacidade de atendimento do governo.

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