A campanha de Celina Leão (PP) para o segundo turno da disputa pelo Governo do Distrito Federal será marcada pela defesa dos resultados da atual gestão e pela busca de novos apoios. A candidata, que terminou a primeira etapa com 49,93% dos votos válidos, afirmou que pretende aproveitar os próximos 21 dias para apresentar as ações realizadas e dialogar com eleitores que fizeram outras escolhas no primeiro turno.
Em entrevista ao Balanço Geral DF na segunda-feira (5), Celina destacou que não vê necessidade de mudar sua postura nesta nova fase da eleição. A governadora pretende manter o discurso centrado na atuação à frente do GDF, na capacidade de executar projetos e no enfrentamento das demandas da população.
“Não preciso mudar quem eu sou para disputar o segundo turno. Vou continuar mostrando disposição para trabalhar, enfrentando os problemas do Distrito Federal e mantendo o compromisso que sempre tive com a população”, afirmou.
A candidata também iniciou uma rodada de conversas com nomes que não avançaram para a segunda etapa. Celina disse que decidiu procurar pessoalmente essas lideranças e buscar aproximações que possam fortalecer sua candidatura.
“Eu mesma estou procurando quem ficou fora da disputa. Como cheguei a 49,93% dos votos e fiquei a menos de 1% da vitória no primeiro turno, entendo que cabe a mim tomar a iniciativa e construir esse diálogo”, declarou.
A estratégia não se limita às lideranças políticas. Celina também pretende conquistar parte do eleitorado que votou em outros candidatos no primeiro turno. Segundo ela, existe espaço para conversar com pessoas que não se identificam com a esquerda e que agora precisarão escolher entre os dois nomes que permanecem na disputa.
Na avaliação da governadora, outro desafio será manter mobilizada a parcela do eleitorado que já declarou voto nela. Apesar do desempenho expressivo na primeira votação, ela alertou que o resultado não pode provocar acomodação entre seus apoiadores.
“Chegar perto da vitória não significa que a eleição está ganha. Precisamos continuar trabalhando, buscar cada voto e manter nossa militância mobilizada até o último dia”, afirmou.
Celina também pretende levar para a campanha exemplos de ações realizadas pelo governo. Entre elas está o programa de cirurgias ortopédicas na rede privada, que, conforme informado pela candidata, deverá realizar mais de 3 mil procedimentos.
Para a governadora, apresentar essas iniciativas é uma forma de permitir que o eleitor avalie a administração pelos resultados. “Quero que as pessoas conheçam aquilo que já entregamos, o que está sendo feito agora e tudo que ainda está avançando. É dessa forma que vamos mostrar nossa capacidade de trabalho”, disse.
A relação com a Câmara Legislativa também foi abordada durante a entrevista. Celina defendeu que eventuais divergências políticas não impeçam a construção de um diálogo institucional com os parlamentares.
“Vou respeitar todos os deputados, independentemente do lado político. Isso não significa abandonar nossas propostas. Podemos discordar, manter nossas convicções e, ao mesmo tempo, trabalhar com respeito e diálogo”, afirmou.
Na reta final, a candidata também pretende alcançar os eleitores que não participaram do primeiro turno. Celina pediu que essas pessoas compareçam à segunda votação caso tenham interesse em apoiar seu projeto para o Distrito Federal.
“Teremos mais 21 dias de campanha para conversar com a população. Quero pedir que quem não conseguiu votar no primeiro turno participe agora e que os eleitores que acreditam no nosso projeto levem também suas famílias para as urnas”, declarou.
Com quase metade dos votos válidos conquistados na primeira etapa, Celina entra no segundo turno com a tarefa de ampliar sua base sem abandonar a estratégia que a levou a ficar a menos de um ponto percentual da vitória. A aposta da candidata é combinar a defesa das entregas do governo com a construção de novas alianças e uma mobilização intensa até o dia da votação.
