A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), confirmou na terça-feira (6) o alinhamento do PP e do União Brasil em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A definição foi tratada em reunião entre representantes das duas siglas e, segundo Celina, será adotada pelos partidos em todo o país.
A governadora afirmou que o acordo não ficará restrito a determinados estados. De acordo com ela, a decisão foi tomada de forma ampla e prevê que as estruturas estaduais das legendas acompanhem o apoio ao candidato do PL. “Foi uma decisão nacional e todos os estados estarão envolvidos nesse apoio. Não ficou nenhum estado de fora”, afirmou Celina.
A articulação ocorre na reta final da eleição presidencial, quando os partidos buscam ampliar suas alianças para a segunda etapa da disputa. Para a governadora, a aproximação entre PP, União Brasil e Flávio Bolsonaro pode alcançar principalmente os eleitores que ainda não escolheram um dos candidatos. “Esse movimento tem um peso importante justamente para conversar com quem ainda está indeciso e pode definir o resultado desta etapa”, declarou.
Celina também relacionou o acordo partidário à formação de uma eventual base de sustentação para Flávio Bolsonaro. Na avaliação da governadora, a presença de diferentes forças políticas poderia contribuir para uma composição mais ampla no Executivo federal. “A união dessas forças cria uma estrutura política mais consistente e reúne pessoas de diferentes posições em torno de um eventual governo”, disse.
No Distrito Federal, a candidata concentra parte da estratégia do segundo turno na identificação do número que aparecerá nas urnas. Celina concorre com o número 11 e afirmou que a campanha pretende reforçar essa informação entre os eleitores.
A preocupação ganhou espaço depois que cerca de 26 mil pessoas digitaram o número 22 para o cargo de governador no primeiro turno. Como o número não correspondia à candidatura de Celina ao governo, os votos foram anulados. “Agora vamos trabalhar para que não exista dúvida na hora da votação e para que o eleitor saiba que o meu número é o 11”, afirmou.
Celina também deverá definir quais debates e sabatinas integrarão a agenda da campanha até 25 de outubro, data do segundo turno. A governadora afirmou que não pretende participar de todos os eventos e que a equipe selecionará os compromissos considerados mais relevantes. “Não vamos assumir a participação em todos os debates. Vamos avaliar cada um e escolher aqueles que realmente sejam importantes para essa fase da campanha”, declarou.
