Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), a Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal intensificou, ao longo desta semana, as ações de fiscalização em clínicas de estética em diversas regiões do Distrito Federal. A iniciativa tem como objetivo garantir que os serviços oferecidos à população, especialmente às mulheres, sejam realizados com segurança, qualidade e dentro das normas sanitárias.
Segundo a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, a mobilização busca proteger a saúde e o bem-estar das moradoras do DF. “O objetivo é cuidar da saúde das mulheres e garantir que os serviços de estética sejam realizados de forma segura. Para isso, a operação contou com o trabalho conjunto dos núcleos de inspeção em todas as regiões administrativas”, explica.
Durante quatro dias de operação, 424 estabelecimentos foram vistoriados. As equipes verificaram itens como a regularidade dos procedimentos realizados, a segurança oferecida aos pacientes, além das condições da infraestrutura física, documentação e armazenamento de produtos utilizados nos atendimentos.
Para a proprietária de uma das clínicas fiscalizadas, Marianne Moncaio, a atuação da vigilância sanitária também contribui para fortalecer a confiança dos clientes. “Essa fiscalização é importante porque mostra ao consumidor que o estabelecimento segue todas as normas. Isso gera mais segurança e credibilidade para quem busca os serviços”, afirma.
Ao todo, 66 clínicas foram autuadas e 31 interditadas por irregularidades. Durante a operação, também foram apreendidos 811 produtos irregulares, entre medicamentos e cosméticos que não atendiam às exigências sanitárias.
Cuidados ao realizar procedimentos estéticos
A Vigilância Sanitária alerta que realizar procedimentos estéticos em locais adequados e com profissionais qualificados é fundamental para evitar infecções e outras complicações de saúde. Clínicas regulares seguem protocolos de biossegurança, como esterilização correta de equipamentos, uso de materiais descartáveis e produtos de qualidade.
O problema surge quando os consumidores não verificam essas condições antes de contratar o serviço. Por isso, a orientação é sempre confirmar se o estabelecimento possui licença sanitária e se segue as normas exigidas pelos órgãos de fiscalização.
Também é importante buscar informações sobre a formação e o registro do profissional responsável, além de verificar a procedência dos produtos utilizados e se possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
“A população deve perguntar sobre os produtos utilizados, conferir se estão íntegros e regularizados, pedir um orçamento detalhado e verificar se a clínica oferece acompanhamento após o procedimento”, orienta Olivé.
Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
