Avança a regularização da Nova Jerusalém, em Samambaia

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Levantamento socioeconômico vai identificar as famílias da comunidade e abrir caminho para o avanço do processo fundiário na Justiça

A luta pela regularização da Comunidade Nova Jerusalém, em Samambaia, ganhou um novo avanço. Nos próximos dias, equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal realizarão a selagem dos imóveis e o levantamento socioeconômico das famílias que vivem na região.

O procedimento permitirá identificar os moradores, conhecer a realidade social da comunidade e reunir as informações necessárias para que a Justiça possa dar continuidade ao processo de regularização fundiária.

Atualmente, cerca de 800 famílias vivem na Nova Jerusalém. Grande parte dos moradores está em situação de vulnerabilidade social e aguarda há anos uma solução que garanta segurança jurídica e melhores condições de vida.

O líder comunitário Fábio Mota Dias, responsável pelo diálogo entre os moradores e o poder público, informou que a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social já entrou em contato para iniciar a mobilização da comunidade.

Os moradores serão orientados sobre a visita dos profissionais do Governo do Distrito Federal, que passarão de casa em casa para realizar o cadastramento.

“Essa gestão acolheu nossa demanda e abraçou nossa causa. A secretária Giselle Ferreira e a governadora Celina Leão foram sensíveis à necessidade de garantir segurança jurídica para nossa comunidade. Agora, a nossa voz foi ouvida”, afirmou Fábio Mota.

Segundo a liderança comunitária, o encaminhamento ocorreu poucos dias após uma reunião com representantes da nova gestão do GDF, demonstrando disposição do governo em buscar uma solução para o problema.

Além de contribuir para a regularização, a selagem também ajuda a impedir o crescimento desordenado da ocupação e a combater possíveis práticas de especulação imobiliária.

O levantamento das famílias é considerado uma etapa essencial para o andamento da ação judicial envolvendo a área. Com os dados atualizados, será possível avançar nas negociações e buscar um acordo que preserve os direitos dos moradores.

Uma luta que começou há anos

A ocupação da área conhecida como Nova Jerusalém começou em 2017. Dois anos depois, em 2019, a Justiça determinou a reintegração de posse de uma área particular. Entretanto, parte do assentamento também avançou sobre terreno público.

Com a pandemia da covid-19, em 2020, as reintegrações de posse foram suspensas. Posteriormente, novas regras passaram a exigir o levantamento prévio das famílias e a busca por uma solução negociada antes de qualquer retirada.

A governadora Celina Leão afirmou que o governo continuará acompanhando a situação da comunidade.

“Já estamos cuidando dessa regularização e dando o primeiro passo junto à Sedes. Vamos continuar acompanhando de perto essa demanda”, declarou durante o Arraiá do Instituto Reciclando o Futuro.

Para as famílias da Nova Jerusalém, a realização da selagem representa mais do que uma etapa administrativa. É a esperança de que uma luta iniciada há quase uma década possa finalmente resultar em segurança, dignidade e no direito de permanecer no lugar onde construíram suas vidas.

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