A poucos meses do período mais intenso da corrida eleitoral de 2026, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tratou de afastar especulações sobre uma possível composição com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Durante agenda em São Paulo, na última quinta-feira (4), o pré-candidato à Presidência afirmou que não existe acordo para a formação de chapa e garantiu que permanecerá na disputa com candidatura própria.
A declaração foi feita durante participação no podcast Iron Talks. Caiado explicou que as conversas mantidas com Zema não envolveram negociações eleitorais, mas um entendimento para que os pré-candidatos da centro-direita mantenham uma relação respeitosa ao longo do processo eleitoral.
“O compromisso que existe é o de não transformar divergências em conflitos públicos. Cada um tem seu projeto e seguirá trabalhando para apresentá-lo ao eleitorado”, afirmou.
Segundo Caiado, não há qualquer definição sobre alianças para a eleição presidencial. “O Zema continuará construindo a candidatura dele, e eu seguirei construindo a minha. Hoje, não existe composição acertada entre nós”, disse.
Após a entrevista, o ex-governador participou da Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, realizado na capital paulista. Diante de milhares de participantes, Caiado aproveitou o momento para reforçar pautas que considera fundamentais para o futuro do Brasil.
Durante o discurso, afirmou que pretende contribuir para que o país volte a ser conduzido por pessoas comprometidas com princípios éticos e valores morais. “O Brasil precisa ser governado por líderes que tenham caráter, dignidade e responsabilidade para conduzir a população”, declarou.
O pré-candidato também direcionou parte da fala à juventude. Para ele, um dos desafios do próximo governo será impedir que jovens sejam atraídos pela criminalidade e pelo tráfico de drogas. “Temos a obrigação de criar oportunidades e garantir que nossos jovens não fiquem sob o domínio do narcotráfico”, ressaltou.
Caiado ainda afirmou que sua participação na Marcha para Jesus está ligada à importância de dialogar com diferentes segmentos da sociedade. Na avaliação do presidenciável, o momento exige pontes de diálogo e maturidade política para evitar um cenário de fragmentação ainda maior entre os nomes da centro-direita que disputarão espaço em 2026.
A Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis nas ruas de São Paulo e contou com a presença de lideranças religiosas, autoridades públicas e representantes do meio político. Tradicional no calendário nacional, o evento também se consolidou como um espaço de aproximação entre pré-candidatos e o eleitorado evangélico, considerado um dos segmentos mais relevantes nas disputas presidenciais.
