O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que a recuperação das contas públicas de Goiás foi resultado de um processo longo e rigoroso e alertou que o Estado pode perder rapidamente o equilíbrio financeiro caso volte a adotar práticas administrativas do passado. A declaração ocorre após a saída do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag).
“Foi preciso muito tempo para reorganizar o Estado. O risco é achar que isso é definitivo, quando na verdade basta uma gestão sem critério para colocar tudo em xeque”, afirmou Caiado, ao comentar o novo cenário fiscal.
Segundo o governador, ao assumir o comando do Executivo estadual, encontrou um Estado endividado, com atrasos salariais e baixa capacidade de investimento. Ele avaliou que a adesão ao RRF foi essencial para recuperar a credibilidade financeira. “Sem aquele ajuste, Goiás não teria conseguido manter serviços básicos nem retomar investimentos”, disse.
Com a entrada no Propag, Goiás passa a ter um novo modelo de correção da dívida com a União, baseado no IPCA e sem juros reais. Para Caiado, a mudança reduz a instabilidade fiscal e amplia a previsibilidade orçamentária. “Esse formato permite planejar políticas públicas sem viver sob pressão constante da dívida”, declarou. A estimativa do governo é de um impacto positivo de cerca de R$ 26 bilhões ao longo de 30 anos.
O governador afirmou que o atual patamar fiscal garante segurança para o presente e para o futuro do Estado. “Hoje Goiás tem uma situação financeira sólida, construída com método e responsabilidade”, afirmou.
Ao falar sobre o futuro político, Caiado defendeu a continuidade administrativa e citou o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como alguém que acompanhou de perto as decisões mais sensíveis do governo. “É alguém que conhece o caminho percorrido e sabe o custo de perder o controle das contas públicas”, disse.
Para Caiado, preservar o modelo atual é fundamental para evitar que o Estado volte a enfrentar desequilíbrio fiscal e perda de capacidade de investimento.
