A convenção marcada para este domingo (2) deve confirmar a governadora Celina Leão (PP) como candidata à reeleição e apresentar oficialmente a composição política construída para a disputa pelo Palácio do Buriti. O evento reunirá algumas das principais forças partidárias do Distrito Federal e marcará uma demonstração de unidade em torno do projeto de continuidade do atual governo.
A chapa majoritária terá Gustavo Rocha, do Republicanos, como candidato a vice-governador. A escolha fortalece a participação da legenda na aliança e amplia a base política de Celina, que trabalha para formar uma coalizão capaz de garantir sustentação eleitoral e governabilidade em um eventual novo mandato.
Antes da convenção, o PL deverá oficializar Michelle Bolsonaro como candidata ao Senado. O anúncio representa uma das principais apostas do partido para as eleições de 2026 e coloca a ex-primeira-dama no centro da disputa por uma das duas vagas destinadas ao Distrito Federal.
A maior expectativa, no entanto, está concentrada no MDB. O partido realiza sua convenção neste sábado (1º) e deverá definir quem ocupará o espaço deixado pelo ex-governador Ibaneis Rocha, que desistiu de concorrer ao Senado.
Entre os nomes avaliados está o do deputado federal Rafael Prudente, embora a direção da legenda ainda possa apresentar outra alternativa. A decisão encerra duas semanas de negociações intensas envolvendo lideranças locais e nacionais do partido.
Durante as articulações, Celina Leão manteve o compromisso de preservar para o MDB uma das vagas ao Senado na chapa majoritária. A definição passa agora pelos dirigentes da legenda, que buscam um nome com força política, capacidade de diálogo e presença eleitoral para representar o partido na aliança.
A composição também expôs divergências dentro do PL. Mesmo com as vagas ao Senado encaminhadas para Michelle Bolsonaro e para o nome que será escolhido pelo MDB, a presidente regional do PL, deputada federal Bia Kicis, declarou que manterá sua candidatura.
A movimentação aumenta a pressão sobre os partidos aliados e mostra que, apesar do discurso de unidade em torno da reeleição de Celina, a disputa pelo Senado ainda provoca tensões e permanece como o principal ponto de indefinição na montagem da chapa governista.
