A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), participa nesta terça-feira (14) de uma reunião estratégica com a direção do Banco Central para tentar destravar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões destinado à capitalização do Banco de Brasília (BRB).
Celina estará acompanhada do presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e do secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira. O encontro será realizado com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além dos diretores responsáveis pelas áreas de Fiscalização e Regulação.
A operação foi autorizada em acordo homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê a concessão dos recursos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao Governo do Distrito Federal. O objetivo é fortalecer financeiramente o BRB após os prejuízos relacionados às operações com o Banco Master.
Apesar da homologação judicial ter ocorrido há mais de um mês, o contrato ainda não foi formalizado. O principal impasse envolve a resistência das instituições financeiras que seriam responsáveis por oferecer as garantias necessárias à operação.
Para viabilizar o empréstimo, o Governo do Distrito Federal encaminhou uma proposta à Câmara Legislativa, aprovada pelos deputados distritais em junho. A medida abriu caminho legal para a capitalização do banco, mas a conclusão do acordo ainda depende de ajustes técnicos e financeiros.
Politicamente, a reunião representa uma tentativa do governo Celina Leão de preservar uma das principais instituições públicas do Distrito Federal e reduzir os impactos da crise sobre a economia local. O BRB mantém operações ligadas ao crédito, ao financiamento habitacional, aos servidores públicos e a programas sociais desenvolvidos pelo GDF.
O Palácio do Buriti busca demonstrar que o fortalecimento do banco é essencial não apenas para o sistema financeiro, mas também para a continuidade de políticas públicas que atendem milhares de moradores do Distrito Federal.
A expectativa do governo é de que o encontro com o Banco Central permita superar os últimos obstáculos e garanta segurança para a assinatura do contrato. A operação deverá continuar sendo acompanhada de perto pela Câmara Legislativa, pelos órgãos de fiscalização e pela sociedade brasiliense.
