Governador chega a 45% no primeiro turno e amplia vantagem também nas simulações de segundo turno; Marconi mantém maior rejeição entre os principais candidatos
A nova rodada da pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (28) pela Record TV Goiás, reforça a posição do governador Daniel Vilela (MDB) na liderança da disputa pelo Governo de Goiás e mostra um cenário político cada vez mais favorável ao projeto de reeleição do emedebista.
No levantamento estimulado, Daniel alcança 45% das intenções de voto. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo lugar, com 22%, enquanto o senador Wilder Morais (PL) registra 17%. Luís César Bueno (PT) soma 6%. Danilo Pinheiro (PCO) e Luciana Amorim (UP) não pontuaram.
Brancos e nulos representam 4%, enquanto 6% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Mais do que a liderança isolada, a comparação com a pesquisa anterior revela um movimento importante na campanha. Em 9 de julho, Daniel aparecia com 43%, contra 26% de Marconi. Agora, o governador sobe dois pontos e o tucano recua quatro.
Com isso, a distância entre os dois principais colocados passou de 17 para 23 pontos percentuais.
O resultado fortalece politicamente Daniel Vilela justamente no momento em que as campanhas começam a intensificar a disputa pelo eleitorado. Para o governador, os números ajudam a sustentar o discurso de continuidade da atual gestão. Para a oposição, aumentam a pressão pela construção de uma estratégia capaz de reduzir a vantagem do Palácio das Esmeraldas.
Wilder Morais aparece praticamente estável, passando de 16% para 17%, e permanece na disputa por espaço com Marconi dentro do campo oposicionista.
No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Daniel também lidera, com 19%. Marconi registra 8% e Wilder aparece com 6%. Outros candidatos somam 4%.
O número de indecisos, entretanto, ainda é elevado: 55% não souberam ou não responderam. Outros 8% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto.
Daniel também amplia vantagem sobre Marconi no segundo turno
As simulações de segundo turno reforçam a vantagem do atual governador.
Em um confronto direto com Marconi Perillo, Daniel Vilela aparece com 57%, contra 28% do ex-governador. A diferença chega a 29 pontos percentuais.
Na rodada de julho, Daniel tinha 55% e Marconi 29%, uma vantagem de 26 pontos. Ou seja, além de crescer numericamente, o governador ampliou em três pontos a distância sobre o principal adversário testado nesse cenário.
Contra Wilder Morais, Daniel teria 56%, enquanto o senador alcançaria 30%. A vantagem seria de 26 pontos.
Na pesquisa anterior, o placar era de 54% a 28%. Os dois cresceram dois pontos e, por isso, a diferença permaneceu inalterada.
Os números de segundo turno indicam que, neste momento da campanha, Daniel não apenas lidera o primeiro turno como também mantém vantagem expressiva nas duas principais hipóteses de confronto direto apresentadas pela pesquisa.
Rejeição continua sendo obstáculo para Marconi
Outro dado com peso político é o índice de rejeição.
Marconi Perillo aparece novamente como o candidato com maior percentual de eleitores que afirmam não votar nele, chegando a 42%.
Wilder Morais registra rejeição de 37%, seguido por Luís César Bueno, com 33%. Daniel Vilela aparece com 29%, enquanto Danilo Pinheiro registra 24%.
A combinação entre intenção de voto e rejeição passa a ser um dos principais elementos da disputa. Enquanto Daniel amplia sua vantagem e mantém rejeição abaixo dos principais adversários, Marconi enfrenta o desafio de crescer eleitoralmente sem ampliar a resistência ao seu nome.
Com a campanha avançando, o levantamento mostra Daniel Vilela entrando em uma posição de maior conforto político, enquanto Marconi e Wilder disputam não apenas a segunda colocação, mas também a condição de principal nome da oposição ao atual governo.
A Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre os dias 24 e 27 de agosto. A margem de erro é de aproximadamente dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo GO-00954/2026.
