Enquanto avança com os projetos de expansão da malha metroviária, o Governo do Distrito Federal deu mais um passo para aumentar a capacidade do Metrô-DF. Foi aberta a licitação destinada à compra de 15 novas composições, investimento estimado em R$ 1 bilhão que integra o plano de modernização do sistema de transporte sobre trilhos.
A expectativa é que a concorrência seja concluída ainda neste segundo semestre. As empresas interessadas deverão apresentar propostas em aproximadamente 70 dias. Após a assinatura do contrato, a produção dos trens deverá começar em 2027, com as primeiras unidades sendo entregues cerca de dois anos depois.
A renovação da frota acompanha o crescimento previsto para a rede. O metrô atende atualmente entre 160 mil e 180 mil passageiros por dia, mas os estudos do governo indicam que esse volume poderá chegar a aproximadamente 450 mil usuários diários nos próximos cinco anos, impulsionado pela expansão das linhas e pelo aumento da oferta de viagens.
As futuras composições foram especificadas para oferecer mais conforto aos passageiros e melhores condições de operação. Cada uma será formada por quatro carros climatizados e equipada com painéis eletrônicos de informação, mapas digitais do trajeto, sistema de videomonitoramento e mecanismos automáticos de prevenção e combate a incêndios.
O edital também determina que os veículos já estejam preparados para operar com o sistema CBTC (Communication-Based Train Control), tecnologia de controle ferroviário que permite reduzir o intervalo entre as viagens e elevar a eficiência operacional. Embora esse modelo ainda não seja utilizado no Distrito Federal, a exigência busca garantir compatibilidade com futuras atualizações da rede.
A contratação não se limita ao fornecimento dos trens. O pacote inclui peças sobressalentes, equipamentos para manutenção, simuladores voltados ao treinamento de operadores e suporte técnico especializado durante a implantação da nova frota.
Os novos veículos serão incorporados ao projeto de ampliação da malha, que prevê cerca de seis quilômetros adicionais de trilhos e quatro novas estações para ampliar o atendimento em Samambaia e Ceilândia.
Além das obras já planejadas, o Distrito Federal continua desenvolvendo estudos para a implantação da Linha 2 do metrô. O empreendimento, ainda sem calendário para licitação, poderá ligar o Plano Piloto a outras regiões administrativas e tem custo estimado entre R$ 13,4 bilhões e R$ 20,4 bilhões.
