Goiás se destaca no país com alta escolaridade e formalização entre autônomos

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O mercado de trabalho em Goiás passou por um novo ciclo de expansão em 2024. Levantamento do Instituto Mauro Borges (IMB), baseado na PNAD Contínua, revela que o estado consolidou ganhos importantes na formalização de autônomos e no nível de escolaridade da mão de obra. O ano fechou com 260 mil profissionais por conta própria registrados como pessoa jurídica, resultado que representa um salto de 41 mil trabalhadores em relação a 2023.

A evolução no perfil dos ocupados acompanha outra transformação expressiva: quase 22% dos goianos empregados já concluíram o ensino superior, proporção que cresceu de maneira acelerada ao longo dos últimos 11 anos.

Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, o conjunto de indicadores evidencia um ambiente econômico mais estruturado. “Estamos observando um ecossistema de trabalho que se moderniza e se torna mais seguro para quem empreende e para quem busca oportunidades. Esse avanço tem impacto direto na renda das famílias e fortalece a capacidade de atração de novos investimentos no estado”, destaca.

O avanço na formalização é um dos movimentos mais expressivos do período. Desde 2018, o número de autônomos com CNPJ mais que dobrou, impulsionado por políticas de apoio ao empreendedorismo e por um ambiente de negócios mais favorável. Com 30% dos trabalhadores por conta própria formalizados, Goiás supera a média nacional (25,7%) e ocupa posição de destaque entre as unidades da Federação.

Os dados também indicam mudança no peso de cada segmento empresarial no mercado de trabalho goiano. Os pequenos negócios seguem relevantes,  somam 1,48 milhão de trabalhadores , mas perderam participação relativa ao longo do último ano. Esse ajuste reflete a expansão de empresas de maior porte, que têm aumentado seu impacto na geração de empregos.

Força de trabalho mais instruída e novas dinâmicas de ocupação


A qualificação continua avançando. O número de pessoas empregadas com diploma universitário saltou de 11,9% em 2013 para 21,7% em 2024, enquanto a fatia de ocupados com baixa escolaridade sofreu forte retração, passando de 33,3% para 18,9%.

O estudo do IMB também mostra que Goiás tem uma das maiores participações do país em atividades realizadas fora do local fixo de trabalho definido pela empresa: 19,3% dos trabalhadores estão inseridos nesse modelo, contra uma média brasileira de 14,2%. O trabalho domiciliar também segue em crescimento e já envolve 7,7% dos ocupados.

Por outro lado, o emprego em áreas rurais continua diminuindo, movimento atribuído à mecanização agrícola e ao avanço urbano no estado.

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