A ampliação das escolas cívico-militares encontra forte apoio entre os eleitores do Distrito Federal, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (10). O levantamento mostra que 78% são favoráveis à expansão do modelo, enquanto 18% são contrários e 4% não souberam ou não responderam.
O resultado coloca a política educacional no centro do debate social e político do DF. Implantado em 2019, primeiro ano da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), o modelo foi ampliado ao longo dos últimos anos e hoje está presente em 42 escolas militarizadas, segundo os dados apresentados na pesquisa.
O apoio, no entanto, varia de acordo com o perfil político dos eleitores. Entre os identificados como bolsonaristas, 96% defendem a ampliação. O índice chega a 95% entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas.
Já entre os eleitores classificados pela pesquisa como de esquerda não lulista, o apoio cai para 43%, evidenciando uma divisão ideológica mais acentuada em torno do modelo de gestão das escolas.
Apoio é maior entre adultos e famílias de menor renda
A aprovação também apresenta diferenças entre as faixas etárias. Entre eleitores de 35 a 59 anos, 83% são favoráveis à expansão. O índice é de 71% entre os mais jovens, de 16 a 34 anos, e de 72% entre aqueles com 60 anos ou mais.
Por gênero, a aprovação é ligeiramente maior entre as mulheres: 79% são favoráveis, contra 75% entre os homens. Entre elas, 16% são contrárias e 4% não souberam ou não responderam. Entre os homens, 22% rejeitam a ampliação e 3% não responderam.
O recorte socioeconômico também chama atenção. O apoio chega a 83% entre eleitores com ensino fundamental e também a 83% entre aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos.
Os números indicam que a defesa da expansão das escolas cívico-militares não está restrita a um único segmento do eleitorado. Apesar da forte associação com o campo político bolsonarista, o modelo também apresenta maioria favorável em diferentes grupos sociais.
Pesquisa ouviu 1.104 eleitores
A pesquisa Quaest foi contratada pela TV Globo e ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 7 de setembro.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os registros da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) são BR-04442/2026 e DF-01987/2026.
