A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), percorreu nesta terça-feira (21) os canteiros de obras das futuras Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Águas Claras e Taguatinga Sul e reforçou a meta do governo de ampliar a capacidade da rede pública de urgência e emergência. Durante as visitas, ela afirmou que as novas estruturas terão padrão superior ao das unidades atuais e cobrou agilidade para antecipar a entrega das obras.
Segundo a governadora, os novos equipamentos foram planejados para oferecer atendimento mais completo à população, com mais de 60 leitos, atendimento pediátrico e tomógrafos instalados nas próprias unidades.
Ao comentar o projeto da UPA de Águas Claras, Celina destacou que o espaço terá dimensões acima do padrão adotado atualmente na rede pública. “As novas unidades foram pensadas em outro patamar. Elas são bem maiores do que as UPAs existentes e terão uma estrutura capaz de oferecer um atendimento muito mais amplo, semelhante ao de um hospital de pequeno porte”, afirmou.
A governadora explicou que uma das mudanças determinadas pela gestão foi a inclusão de tomógrafos em todas as novas unidades. Segundo ela, o objetivo é evitar que pacientes precisem ser encaminhados aos hospitais apenas para realizar exames de imagem. “Muitas vezes, o médico depende desse exame para definir a conduta. Quando o equipamento está disponível na própria UPA, o diagnóstico sai mais rápido, o paciente recebe o tratamento adequado e, ainda, reduzimos a necessidade de transferências para outras unidades”, disse.
Outro diferencial apontado pela chefe do Executivo é a implantação do atendimento pediátrico nas novas estruturas. Na avaliação dela, a ampliação dos serviços deve ajudar a distribuir melhor a demanda entre as unidades de saúde e aliviar a pressão sobre os hospitais da rede pública.
Em relação ao cronograma, Celina informou que a UPA de Águas Claras permanece com previsão de entrega para novembro. Segundo ela, parte das obras enfrentou entraves administrativos durante a execução, mas essas etapas já foram solucionadas. “Algumas construções acabaram atrasando por causa de questões burocráticas e de exigências dos órgãos de controle, mas esses obstáculos já foram superados. A expectativa é concluir o maior número possível ainda este ano, e as demais ficam para o início do próximo”, afirmou.
A agenda foi encerrada em Taguatinga Sul, onde a governadora acompanhou o avanço da primeira UPA da região. Celina destacou que a nova unidade deve absorver parte da demanda atualmente concentrada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). “Taguatinga é uma das regiões mais populosas do Distrito Federal e nunca contou com uma UPA. Essa unidade chega para ampliar a oferta de atendimento e ajudar a desafogar o HRT, que recebe uma procura muito acima da capacidade”, ressaltou.
Embora o cronograma técnico indique conclusão para janeiro de 2027, a governadora afirmou que trabalha para antecipar a entrega. “Minha meta é concluir essa obra antes do previsto. Estamos cobrando para que a população possa receber essa unidade ainda em dezembro”, concluiu.
