Panfletos com número errado de Celina entram na mira da PCDF e acirram disputa no DF
Material encontrado no Cruzeiro associa a candidata ao número 22; polícia apura possível tentativa de confundir eleitores no segundo turno
A distribuição de panfletos com a imagem de Celina Leão (PP) acompanhada de um número incorreto acrescenta tensão à disputa pelo Governo do Distrito Federal. A Polícia Civil investiga a origem do material, que apresenta a candidata à reeleição com o número 22, em vez do 11, utilizado por sua candidatura.
Os impressos foram encontrados no Cruzeiro, espalhados pelo chão, afixados em placas de identificação de quadras e colocados nos para-brisas de veículos. A apuração busca identificar quem produziu, financiou e distribuiu os panfletos, além de esclarecer se houve intenção de induzir eleitores ao erro.
Suspeita de desinformação na disputa eleitoral
A circulação do material levanta suspeitas de uma possível ação de desinformação durante a campanha. A utilização da fotografia de Celina com outra numeração pode confundir eleitores, mas a intenção por trás dos panfletos ainda depende da conclusão das investigações.
Até o momento, não há responsáveis identificados nem elementos apresentados que permitam atribuir o episódio a adversários políticos ou a qualquer campanha.
Imagens e panfletos são analisados
O caso está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Polícia. Entre as diligências estão a análise de câmeras de segurança e a possibilidade de coleta de impressões digitais nos materiais recolhidos.
As gravações registraram a presença de três mulheres na região. Essa circunstância, isoladamente, não comprova envolvimento na distribuição dos impressos.
Registros fotográficos e vídeos também mostram panfletos em diferentes pontos do Cruzeiro, incluindo a Quadra 1603, Bloco D.
Disputa apertada amplia repercussão política
O episódio ganha peso político diante do resultado informado para o primeiro turno, no qual Celina recebeu 825.530 votos e alcançou 49,93% dos votos válidos, ficando próxima de vencer a eleição naquela etapa.
O texto que relata o caso também aponta que aproximadamente 26 mil eleitores teriam digitado 22 para governador. Não há, entretanto, comprovação de relação entre esses votos e os panfletos investigados.

Celina enfrenta Leandro Grass (PT) no segundo turno, previsto para 25 de outubro. Enquanto a campanha avança, a investigação deverá esclarecer se a circulação dos impressos integrou uma ação deliberada para interferir na escolha dos eleitores.
