Programa Cartão Gás soma R$ 167 milhões e amplia alcance social

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O Cartão Gás se transformou em um dos principais instrumentos de apoio às famílias em situação de vulnerabilidade social no Distrito Federal. Criado em 2021, durante o período mais crítico da pandemia de covid-19, o programa surgiu como resposta à elevação do preço do botijão e às dificuldades financeiras enfrentadas por milhares de lares.

O benefício funciona por meio de um crédito de R$ 100 concedido a cada dois meses, destinado exclusivamente à compra do botijão de 13 quilos de gás liquefeito de petróleo (GLP). Desde agosto de 2021, 1.672.923 famílias já foram atendidas em todo o Distrito Federal, com investimentos que ultrapassam R$ 167 milhões.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, o programa tem reflexos diretos na segurança alimentar da população. “Quando o acesso ao gás é garantido, a família consegue manter uma rotina de preparo de alimentos sem recorrer a soluções improvisadas. Isso protege a saúde e contribui para que outras despesas essenciais sejam atendidas”, afirma. Para ela, a iniciativa também fortalece as políticas de combate à pobreza. “O benefício não é apenas financeiro. Ele assegura dignidade e estabilidade para quem vive com renda muito limitada”, completa.

A execução do Cartão Gás é responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social, que seleciona os beneficiários com base nos dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e também credencia os estabelecimentos autorizados a receber o cartão. A inclusão ocorre de forma automática, sem necessidade de solicitação por parte da família.

Podem receber o auxílio famílias inscritas no Cadastro Único, com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, que tenham informado no cadastro gasto regular com a compra de gás de cozinha, residam no Distrito Federal, não estejam em situação de rua nem em acolhimento institucional coletivo e tenham idade mínima de 16 anos.

Entre os beneficiários está a dona de casa Maria do Socorro de Lima, moradora da Vila Buritis, em Planaltina. Ela vive com o marido e a filha Ana Clara, de 19 anos, e depende da renda obtida em trabalhos eventuais do esposo como ajudante de pedreiro e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) recebido pela jovem, que é pessoa com autismo.

Para Maria, o crédito bimestral trouxe previsibilidade ao orçamento. “Hoje eu sei que o botijão vai estar garantido. Antes, a gente precisava segurar dinheiro por muito tempo para conseguir comprar”, relata. Segundo ela, a compra do gás era um dos maiores desafios da casa. “Quando acabava, ficava difícil manter a rotina. Agora, consigo organizar melhor as contas”, diz.

Na cozinha, a alimentação é simples, mas regular. No café da manhã, cuscuz. No almoço, arroz e feijão com carne ou ovo. À noite, o prato preferido da filha é macarrão com molho de cenoura. “Ter o gás garante que a gente consiga preparar tudo isso sem interrupção”, afirma.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, o Cartão Gás também atua como complemento a outros programas de transferência de renda existentes no Distrito Federal, permitindo que as famílias direcionem recursos para despesas como alimentação, moradia e transporte.

Para Maria do Socorro, o benefício tem um significado claro. “Não é só o valor. É saber que não vou precisar escolher entre cozinhar e pagar outras contas”, resume.

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