O programa Acolhe DF superou a marca de 800 atendimentos em menos de um ano de atuação no Distrito Federal. Coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa vem fortalecendo ações de acolhimento voltadas principalmente à população em situação de rua e a pessoas com dependência de álcool e outras drogas.
Segundo balanço divulgado pela pasta, foram registrados 806 atendimentos até o último dia 20. Desse total, 279 pessoas concordaram voluntariamente em seguir para unidades terapêuticas conveniadas e acompanhadas pelo Governo do Distrito Federal.
Somente nos últimos 30 dias, o programa realizou 106 atendimentos e efetivou 26 encaminhamentos para acolhimento especializado. As ações incluem abordagens sociais, orientação, escuta qualificada e acompanhamento contínuo de pessoas em situação de vulnerabilidade.
As equipes do programa são formadas por profissionais das áreas de assistência social e saúde, que atuam em diferentes regiões administrativas do DF, realizando buscas ativas e oferecendo suporte aos acolhidos. Além do tratamento terapêutico, o trabalho também busca estimular a retomada dos vínculos familiares e a reinserção social.
Na avaliação do secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, os resultados mostram o avanço das políticas públicas voltadas ao cuidado humanizado. “O programa tem conseguido alcançar pessoas que, muitas vezes, já perderam vínculos sociais e familiares. Quando alguém aceita receber ajuda, abre-se a possibilidade de reconstrução da própria vida com dignidade e acompanhamento adequado”, afirmou.
Na última semana, a estrutura itinerante do Acolhe DF esteve instalada na Asa Norte. No local, as equipes promoveram orientações à população e identificaram pessoas que necessitavam de atendimento especializado. A partir desta segunda-feira (25), os serviços passam a funcionar na 702 Sul, ao lado da Igreja Dom Bosco.
Morador da Asa Norte há mais de uma década, o empresário Carlos Eduardo Martins considera que a presença do programa contribui para melhorar a relação da comunidade com as ações sociais. “A equipe conversa com as pessoas de maneira muito respeitosa e procura realmente oferecer ajuda. Isso acaba trazendo benefícios para quem recebe atendimento e também para os moradores da região”, relatou.
O subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Sejus-DF, Diego Moreno, destacou que o modelo itinerante facilita a aproximação com a população vulnerável. “Quando estamos presentes nas regiões, conseguimos identificar com mais rapidez quem precisa de apoio e oferecer um atendimento baseado no acolhimento, no diálogo e no respeito à realidade de cada pessoa”, ressaltou.
