O PSD oficializou neste domingo (26), durante convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice, formando uma chapa puro-sangue para disputar o comando do país nas eleições de 2026.
A decisão encerra meses de negociações internas e coloca o PSD definitivamente no centro da disputa pelo Palácio do Planalto. Com forte presença em governos estaduais, prefeituras, câmaras municipais e no Congresso Nacional, o partido pretende transformar sua estrutura política em uma alternativa eleitoral para setores de centro e de direita.
A convenção reuniu dirigentes, parlamentares e candidatos do PSD ao Senado, à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas. O encontro foi marcado por discursos de unidade partidária e pela defesa de um projeto nacional voltado ao desenvolvimento econômico, à segurança pública, à geração de empregos e ao fortalecimento dos serviços oferecidos à população.
Antes do evento, Caiado divulgou um vídeo nas redes sociais convocando apoiadores e agradecendo as manifestações de apoio recebidas nos últimos dias. O movimento também serviu para reforçar sua imagem como principal liderança política de Goiás e ampliar sua projeção nacional.
A candidatura ganhou força após a reorganização interna do PSD. Caiado deixou o União Brasil e ingressou na legenda em meio às discussões sobre quem representaria o partido na corrida presidencial. Os nomes dos ex-governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, também estavam entre as possibilidades avaliadas pela direção nacional.
Com a retirada de Ratinho Júnior da disputa interna, o partido passou a concentrar suas articulações em torno de Caiado. Já a escolha de Kassab para a vice representa uma tentativa de dar maior equilíbrio político à chapa, ampliar o diálogo com diferentes setores e garantir controle sobre as decisões estratégicas da campanha.
A composição também demonstra que o PSD decidiu seguir caminho próprio após não conseguir construir uma aliança mais ampla com outras legendas do campo de centro e da direita. A aposta agora está na força regional de Caiado, na capacidade de articulação de Kassab e na estrutura nacional do partido.
Ao oficializar sua candidatura, Caiado entra em uma disputa que deverá ser marcada pela polarização, pela cobrança por resultados concretos e pelo debate sobre temas que afetam diretamente a vida da população, como custo de vida, emprego, saúde, educação, segurança pública e redução das desigualdades sociais.
Com a decisão, o PSD passa a ocupar espaço próprio no cenário eleitoral e busca apresentar Caiado como uma alternativa de gestão e autoridade política diante de um eleitorado que cobra mudanças, estabilidade econômica e maior presença do Estado nas áreas sociais.
