Saúde pública do DF encerra 2025 com expansão, recordes e novos serviços

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A saúde pública do Distrito Federal encerra 2025 com um balanço positivo marcado por expansão da capacidade assistencial, reorganização de serviços e melhorias diretas na experiência do paciente. Sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) passaram por mudanças que resultaram em mais acesso, mais eficiência e cuidado mais humanizado.

Entre os principais destaques do ano está o desempenho das unidades hospitalares. O Hospital de Base do DF alcançou volumes históricos de cirurgias, com sucessivos recordes mensais e pico superior a 1,3 mil procedimentos em setembro. No Hospital Regional de Santa Maria, o centro cirúrgico também apresentou crescimento expressivo, registrando o maior número de cirurgias dos últimos dois anos, reflexo da melhoria nos fluxos internos e na organização das equipes.

A adoção de novas práticas de gestão foi determinante para esses resultados. A reorganização das agendas cirúrgicas e o uso mais eficiente das salas permitiram ampliar a produção sem aumento da estrutura física, reduzindo gargalos e otimizando o tempo entre procedimentos.

O investimento em tecnologia consolidou o Hospital de Base como referência em alta complexidade dentro da rede pública. A incorporação de equipamentos avançados ampliou a capacidade diagnóstica e terapêutica, garantindo mais precisão nos exames e segurança nos procedimentos. Já nas UPAs, a modernização trouxe equipamentos capazes de acelerar diagnósticos em casos graves, além de melhorias estruturais que reforçaram a segurança e a continuidade do atendimento.

Na linha de frente da urgência e emergência, 2025 também foi marcado pela consolidação da telemedicina. As teleconsultas passaram a integrar de forma definitiva o atendimento nas UPAs, contribuindo para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade. Na saúde mental, a implantação da retaguarda psiquiátrica trouxe impacto direto na rotatividade de leitos, com queda significativa no tempo de permanência de pacientes em crise.

Outro avanço estratégico foi a ampliação da rede física. O início da construção de sete novas UPAs de porte 3 representa um reforço importante na cobertura assistencial do DF. Com as novas unidades, a rede passará a contar com 20 UPAs, fortalecendo o atendimento de urgência em diferentes regiões administrativas.

As ações de humanização acompanharam os avanços estruturais e tecnológicos. O Hospital Regional de Santa Maria passou a contar com um espaço sensorial voltado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista, enquanto as UPAs ampliaram iniciativas de acolhimento, escuta qualificada e apoio em cuidados paliativos. No Hospital de Base, a organização das consultas com horário marcado trouxe mais previsibilidade e conforto aos usuários do sistema.

Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, os resultados refletem um esforço conjunto de gestão e equipes assistenciais. “Encerramos 2025 com avanços concretos para a população. Investimos em tecnologia, reorganizamos processos e fortalecemos a humanização, sempre com o objetivo de oferecer um atendimento mais eficiente e digno aos usuários do SUS no Distrito Federal”, afirmou.

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