O Governo de Goiás lançou, nesta terça-feira (30/9), a nova edição da Operação Goiás Alerta e Solidário, iniciativa que se consolida como uma das principais políticas públicas de prevenção e enfrentamento a desastres naturais no estado. A ação foi apresentada pela coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, que ressaltou o caráter humano e estratégico da operação, colocando Goiás como referência nacional em gestão de crises climáticas.
“O tempo pode nos pegar de surpresa, mas o governo não pode. Antecipamos a operação porque nosso compromisso é salvar vidas e proteger a população. O Goiás Alerta e Solidário é mais do que um protocolo técnico: é uma política de Estado voltada para a dignidade e a segurança dos goianos”, afirmou Gracinha.
A estratégia integra diversas secretarias e órgãos do governo estadual, com foco especial nos municípios mais vulneráveis. Estão previstas medidas como: mapeamento de áreas de risco, instalação de postos da Defesa Civil em 14 cidades, monitoramento das chuvas em tempo real com 280 pluviômetros digitais, envio de alertas por SMS, além de ações emergenciais como a entrega de cestas básicas, colchões, filtros de barro e equipamentos de saúde preventiva.
A operação também fortalece a parceria entre governo e iniciativa privada. A Equatorial Energia, por exemplo, atuará em conjunto com a Defesa Civil para agilizar atendimentos emergenciais em áreas críticas.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Washington Vaz Júnior, destacou o impacto político e econômico da antecipação das medidas. “Em 2021 e 2022, gastamos quase R$ 100 milhões em ações emergenciais. Agora, com investimento prévio de R$ 30 milhões, conseguimos estruturar regiões vulneráveis, economizando recursos e garantindo resultados permanentes”, explicou.
Além das medidas preventivas, o Governo de Goiás vai investir mais de R$ 73 milhões na operação, incluindo a aquisição de 10 caminhões de combate a incêndio florestal, drones, sistemas de comunicação via satélite e equipamentos de proteção para os bombeiros.
Para a primeira-dama, o Goiás Alerta e Solidário representa não apenas um programa emergencial, mas uma política estruturante. “Já vimos famílias perderem tudo em questão de horas. Foi dessa dor que nasceu a convicção de que o governo precisa atuar antes da tragédia. É um dever do Estado estar ao lado do povo”, disse.
A previsão meteorológica reforça a urgência da medida: entre janeiro e fevereiro de 2026, mais de 150 municípios goianos podem registrar chuvas acima da média histórica, segundo o Cimehgo.
Na última edição, o programa atendeu mais de 20 mil famílias em 80 municípios, com entrega de quase 38 mil donativos. Para 2025/2026, o governo estadual aposta em planejamento, integração e investimento antecipado, reafirmando o papel do Estado como articulador central na proteção da população.

