A Caixa Econômica Federal deve financiar 80 mil novas moradias até 2026, dentro da nova política habitacional anunciada pelo governo federal. A iniciativa faz parte de uma reformulação nas regras de utilização dos recursos da poupança para crédito imobiliário, com foco em ampliar o acesso à moradia e impulsionar o setor da construção civil.
O projeto vem sendo elaborado em conjunto pelo Ministério das Cidades, Ministério da Fazenda, Banco Central e Caixa Econômica Federal, principal agente financeiro do Sistema Brasileiro de Habitação. A nova modelagem deve garantir maior eficiência na aplicação dos depósitos da poupança, ampliando a base de crédito e criando condições para reduzir custos de financiamento.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, a proposta busca atender especialmente a classe média, um público que hoje enfrenta dificuldades para acessar linhas de crédito imobiliário compatíveis com sua renda.
“Nós temos em boa parte da sociedade famílias que ganham entre R$ 12 mil e R$ 20 mil e que, atualmente, não têm uma fonte adequada de financiamento. Queremos ampliar esse acesso e oferecer novas possibilidades para esse público”, afirmou o ministro.
A Caixa Econômica Federal, responsável por mais de 70% do crédito habitacional do país, deve operar o novo programa com taxas de juros diferenciadas e mecanismos de garantia mais flexíveis. A instituição também estuda medidas de modernização tecnológica para acelerar o processo de análise e concessão de crédito, reduzindo burocracias e prazos de aprovação.
Além dessa nova linha de financiamento, o governo federal e a Caixa avaliam ajustes nas três primeiras faixas do programa Minha Casa, Minha Vida, voltadas às famílias de menor renda. O objetivo é integrar políticas habitacionais, permitindo que o sistema bancário público atenda de forma mais ampla as diferentes faixas de renda da população brasileira.
