O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reafirmou que continua trabalhando com a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2026. Mesmo diante das articulações que se intensificam nos bastidores e das discussões internas da legenda, Caiado sustenta que não houve mudança de estratégia nem recuo em relação ao projeto nacional.
Em declarações recentes, o governador minimizou especulações sobre divisões dentro do União Brasil e afirmou que mantém relação política estável com a direção partidária. Segundo ele, o diálogo com o vice-presidente nacional da sigla, ACM Neto, segue ativo e sem ruídos, afastando a narrativa de disputas internas envolvendo o comando do partido.
No campo eleitoral, Caiado também confirmou que Gracinha Caiado, primeira-dama de Goiás, permanece como pré-candidata ao Senado Federal em 2026. A definição oficial das candidaturas, conforme o calendário da Justiça Eleitoral, ocorrerá a partir de agosto, quando os partidos formalizam seus registros.
Apesar do discurso público, o União Brasil ainda avalia qual será sua posição na corrida presidencial. Integrante de uma federação com o Progressistas (PP), a legenda discute cenários que incluem desde candidatura própria até o apoio a um nome mais competitivo do campo conservador. Entre os possíveis beneficiados desse rearranjo está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), frequentemente citado em análises internas e pesquisas de intenção de voto.
Caso o partido opte por não lançar um nome ao Palácio do Planalto, Caiado terá prazo até abril para definir seu futuro político, incluindo uma eventual mudança de legenda para disputar o Senado. Sem possibilidade de permanecer no comando do Executivo goiano após dois mandatos consecutivos, o governador tem apontado o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como principal herdeiro político na sucessão estadual.
