A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), avançou em mais uma frente de reorganização das contas públicas ao anunciar a preparação de um novo pacote de contenção de despesas. A medida foi apresentada durante reunião com deputados distritais, na quarta-feira (15), e reforça a estratégia do governo de manter o equilíbrio fiscal sem interromper serviços essenciais.
Sem detalhar valores, Celina indicou que o ajuste deve atingir despesas administrativas, como contratos de aluguel, custos com frota e outros gastos operacionais. A sinalização é de um enxugamento focado na eficiência da máquina, com prioridade para preservar investimentos e áreas sensíveis.
Nos bastidores do Governo do Distrito Federal, a avaliação é de que o movimento fortalece a responsabilidade fiscal da atual gestão. A expectativa é de que um decreto formalizando as medidas seja publicado até sexta-feira (17), consolidando o novo ciclo de controle de gastos.
Durante o encontro, a governadora também apresentou um panorama das finanças do DF e alinhou, com parlamentares, pautas que devem avançar na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A intenção é dar ritmo a projetos considerados estratégicos, com impacto direto na organização administrativa e na capacidade de investimento do governo.
Segundo relatos de participantes, Celina adotou um tom direto ao defender o ajuste. Em síntese, a governadora ressaltou que o momento exige decisões responsáveis para garantir estabilidade nas contas públicas e evitar riscos futuros, mantendo o funcionamento pleno dos serviços à população.
A agenda de contenção de despesas já vinha sendo construída desde o início da gestão. Logo após assumir o comando do Palácio do Buriti, no fim de março, Celina tomou decisões de impacto, como o cancelamento das comemorações do aniversário de Brasília, com redirecionamento de recursos para áreas prioritárias, especialmente a saúde.
Para parlamentares que participaram da reunião, o encontro foi produtivo e demonstrou disposição do governo ao diálogo. O deputado distrital Chico Vigilante (PT) avaliou que houve abertura para tratar de temas relevantes, como a situação de professores da Universidade do Distrito Federal e a destinação de emendas.
Mesmo com ressalvas pontuais, a leitura predominante é de que o governo busca ajustar despesas sem comprometer áreas essenciais, mantendo saúde e educação como prioridades dentro da política fiscal.
O reforço no controle de gastos também dialoga com medidas adotadas anteriormente no DF. Ainda no início do ano, o então governador Ibaneis Rocha (MDB) já havia estabelecido limites mensais de execução orçamentária, cenário que agora ganha novo impulso com a condução da atual gestão.
